Post livre #139

Toda sexta, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos.

Elementos da crítica tecnológica

Nota do editor: Mike Pepi mora em Nova York e é escritor freelancer de arte, cultura e tecnologia.


Minha tentativa de sintetizar os últimos anos do emergente campo da crítica tecnológica em um conjunto de princípios gerais recorrentes. Essas ideias pertencem a muitos pensadores diferentes. A contribuição aqui é principalmente destilá-los até o ponto essencial e juntá-los em um único lugar. Meu próximo passo é fornecer uma seção “leia mais” para textos e uma seção “problemas e exemplos”. Continue lendo “Elementos da crítica tecnológica”

Google continua armazenando a localização do usuário mesmo com essa opção desativada

A opção que o Google oferece para não armazenar dados de localização do usuário a partir do smartphone não funciona. A empresa a ignora e continua guardando dados do tipo quando o usuário realiza ações triviais, como abrir o Google Maps, fazer pesquisas no buscador web ou consultar a previsão do tempo. Continue lendo “Google continua armazenando a localização do usuário mesmo com essa opção desativada”

Apps da Semana #5: Este app monitora e recompensa o seu sedentarismo

Quando os smartphones passaram a empregar chips de movimento e sensores como giroscópio, começaram a surgir aplicativos e recursos embutidos nos sistemas que monitoram o nosso movimento: passos dados, calorias gastas, degraus de escada subidos.

A oferta é grande, não faltam apps para monitorar atividades e até competir com os amigos. O Couch Potato se destaca por fazer diferente: o contrário. Em vez de monitorar atividades, ele registra quanto tempo você fica parado.

Para ser exato, o aplicativo monitora quanto tempo seu celular permanece imóvel, sem ser tocado. A interface é tão simples quanto o funcionamento. Basta deixar o celular quietinho para que o Couch Potato registre esses períodos e informe quanto tempo você/seu celular (existe essa distinção ainda?) conseguiu ficar imóvel a cada dia.

O Couch Potato parece uma piada, mas é, na realidade, um aplicativo promocional da Burrow, empresa norte-americana moderninha que vende sofás de qualidade diretamente aos consumidores. Faz sentido que uma fábrica de sofás use um app que evangeliza o sedentarismo para se promover!

Nos Estados Unidos, o Couch Potato é mais do que uma brincadeira. O tempo acumulado pode ser trocado por cupons de descontos em lojas de vinhos e, claro, nos sofás da Burrow. Por aqui, é só uma piadinha engraçada, mas que deve ser encarada com cuidado: não há política de privacidade e o app exige acesso aos dados de mobilidade do iOS (só tem para iPhone, aliás), o tipo de coisa que você não quer que caia nas mãos de qualquer um.

Novos aplicativos

SmartLens
Criado por um estudante norte-americano, este app é uma versão mais leve do Google Lens. Aponte a câmera para um objeto e, se ele for um dos 17 mil do banco de dados do app, feito a partir de um algoritmo treinado com milhões de imagens, o aplicativo diz o que é o objetivo enquadrado. Ele ainda se conecta à Wikipédia e à Amazon, dando mais informações de alguns itens. // iOS, gratuito.

Ava Lockscreen
Uma das vantagens do Android é a personalização: se você não gosta da tela de bloqueio ou do launcher do seu smartphone, basta baixar outro na Play Store. O Ava Lockscreen promete traz “os melhores recursos do Android e do iOS em uma tela de bloqueio”. O que seria isso? Além das esperadas notificações, com ele você também pode enviar respostas em apps de mensagens, colocar widgets e personalizar os atalhos rápidos. // Android, gratuito (com compra in-app de R$ 9,99).

Google Cameo
Provavelmente o app menos útil da lista, já que é direcionado a pessoas famosas. (Alguém famoso lê o Manual do Usuário?) Trata-se de uma ferramenta de perguntas e respostas do Google para que as pessoas gravem, em vídeo, respostas a buscas populares sobre elas feitas buscador. Curiosamente, o app está disponível apenas para iOS. // iOS, gratuito.

Atualizações

LINER 5
Este aplicativo/extensão para navegadores ganhou uma grande atualização. Não há changelog nem qualquer post em blog detalhando o que mudou, mas um dos cofundadores afirma que o app foi refeito do zero “com tudo o que aprenderam desde 2015” [quando lançaram a primeira versão] e que “estão confiantes de que este app será um dos melhores que você já usou”. Ousado, mas parece um negócio útil. // Android (beta), iOS e navegadores web, freemium (recursos extras por US$ 4,99/mês).

Newton Mail
Não é bem uma atualização, mas sim um “adeus”. O Newton Mail, antigo CloudMagic, deixará de funcionar a partir de 25 de setembro. O app, um cliente de e-mail cheio de recursos incomuns em outros apps, chegou a ter 4 milhões de usuários, mas a competição contra Apple, Google e Microsoft mostrou-se difícil demais. Assinantes podem pedir o reembolso proporcional até 18 de setembro. // Android, iOS, macOS e Windows, descontinuado.


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O detalhe que a Samsung não conseguiu copiar da Apple

Afirmar que a Samsung copia a Apple, hoje, exige algum esforço de quem a profere para não enrubescer. É verdade que, nesta quinta-feira (9), os sul-coreanos replicaram até o mistério (nada de data de lançamento ou preço) ao anunciarem o Galaxy Home, sua versão do HomePod da Apple com inteligência artificial da casa (a Bixby, caso lhe escape o nome), mas há tempos a empresa se destaca por designs originais e iniciativas que pouco têm a ver com o modo Apple de se criar e vender gadgets. Continue lendo “O detalhe que a Samsung não conseguiu copiar da Apple”

Post livre #138

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O brasileiro que sonha em desbancar o Instagram com sua própria rede social

O Instagram começou com um usuário. Mesmo caso do WhatsApp, Facebook e Google. Todas as grandes empresas e seus serviços tiveram inícios similares, com uma boa ideia, um MVP (“minimum viable product”), uns poucos usuários e expectativas que, mesmo altas, muito provavelmente não visavam os números atuais, na casa dos bilhões — de usuários e de dólares em receita. Um empreendedor de Curitiba quer contar uma história diferente daqui a alguns anos. O Status, sua rede social, já nasce com um objetivo: ser maior que o Instagram, o que significa ter mais de um bilhão de usuários. Continue lendo “O brasileiro que sonha em desbancar o Instagram com sua própria rede social”

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