Post livre #120

Com o feriadão na sexta, antecipamos o post livre desta semana. Você já sabe, mas não custa lembrar: é um post semanal, sem conteúdo, aberto apenas para que possamos interagir nos comentários. Vale qualquer assunto. O espaço é fechado no domingo à noite.

Os 5 GB do plano gratuito do iCloud são insuficientes, mas está tudo bem

Nessa semana, a Apple anunciou um novo iPad básico de olho no público estudantil. Além de descontos na compra do tablet, a empresa subiu o espaço gratuito de armazenamento no iCloud para 200 GB para quem estuda em escolas conveniadas. Foi o suficiente para uma choradeira, como esta do The Verge, sobre o limitado espaço gratuito para os demais, de apenas 5 GB. Continue lendo “Os 5 GB do plano gratuito do iCloud são insuficientes, mas está tudo bem”

Veja (e apague) tudo que o Google sabe de você

O Facebook está sob fogo cerrado devido à confusão envolvendo o escândalo da Cambridge Analytica e seus desdobramentos. Justo. Não é, porém, a única empresa que coleta, armazena e processa dados para viabilizar propaganda segmentada a você. O Google também faz isso — e provavelmente sabe tanto da sua vida quanto o Facebook. Continue lendo “Veja (e apague) tudo que o Google sabe de você”

Coleta de dados de ligações e mensagens SMS pelo Facebook não é novidade

No Android, o Messenger e o Messenger Lite, aplicativos de chat do Facebook, têm coletado dados de ligações e mensagens SMS dos usuários. É uma praxe antiga, mas que chamou a atenção no fim de semana após um neozelandês baixar seus dados do Facebook e manifestar surpresa, no Twitter, ao se deparar com essas informações. Continue lendo “Coleta de dados de ligações e mensagens SMS pelo Facebook não é novidade”

Post livre #119

O post livre é a prova de que é possível ter discussões legais fora do Facebook, longe das redes sociais. Da manhã de sexta até a noite de domingo, o espaço de comentários está liberado para falarmos sobre quaisquer assuntos.

Redes neurais sonham com ovelhas elétricas?

Se você usou a internet hoje, provavelmente interagiu com uma rede neural. Elas são um tipo de algoritmo de aprendizagem de máquina que é usado para tudo, de traduções a modelos financeiros. Uma de suas especialidades é o reconhecimento de imagens. Muitas companhias — como Google, Microsoft, IBM e Facebook — possuem seus próprios algoritmos rotular fotos. Mas esses algoritmos de reconhecimento podem cometer erros bizarros. Continue lendo “Redes neurais sonham com ovelhas elétricas?”

Revise agora os apps que têm permissão de se conectar ao seu perfil no Facebook

O escândalo mais recente do Facebook envolveu um aplicativo que usa a rede social como autenticação. Desenvolvedores de aplicativos podem coletar dados do perfil de alguém com uma autorização do usuário. Facilita a vida, mas o usuário entrega de bandeja informações que nem sempre ele sabe ou, se soubesse, gostaria de compartilhar. Continue lendo “Revise agora os apps que têm permissão de se conectar ao seu perfil no Facebook”

#DeleteFacebook? Excluir sua conta no Facebook não é tão fácil quanto parece

Na internet, vez ou outra topamos com o relato de alguém que largou o Facebook. Mesmo assim, com mais de dois bilhões de usuários, encontrar essas pessoas não chega a ser algo corriqueiro. O total de usuários dilui o poder de presença dos excluídos. Por essas e outras, o barulho que esses relatos de desertores causam é compreensível: eles repercutem pois raros e são raros porque não é fácil virar as costas a uma rede tão pervasiva como é o caso do Facebook.

Você acha que é fácil sair do Facebook? Você está enganado. Continue lendo “#DeleteFacebook? Excluir sua conta no Facebook não é tão fácil quanto parece”

Banimento da Cambridge Analytica do Facebook evidencia falha na proteção de dados pessoais.

Na noite desta sexta-feira (16), o Facebook anunciou o banimento de sua plataforma da Strategic Communication Laboratories, empresa-mãe da Cambridge Analytica (CA). A CA ganhou notoriedade por ter sido contratada para trabalhar na campanha à presidência de Donald Trump, em junho de 2016, e é acusada de ter manipulado parte do eleitorado norte-americano com anúncios direcionados a partir de análises de perfis. Aqui um bom material a esse respeito.

O horário escolhido para dar essa notícia é típico de empresas que querem diminuir o impacto de notícias que pegam mal. E, de fato, pegou mal — a decisão veio tarde e já tem gente falando se tratar de um vazamento.

Por outro lado, chama a atenção o conceito de “proteção de dados” que o anúncio do Facebook apresenta. Ele pode ser interpretado como um festival de contradições chocantes. Logo no início, por exemplo, Paul Grewal, vice-presidente do Facebook escreve:

Proteger as informações das pessoas está no centro de tudo o que fazemos e exigimos o mesmo das pessoas que operam apps no Facebook.

No parágrafo seguinte, o texto explica qual foi o que ocorreu:

Como todos os desenvolvedores de apps, [o professor de psicologia vinculado à Cambridge Analytica, Dr. Aleksandr] Kogan requisitou e ganhou acesso às informações de pessoas após elas escolherem baixar seu app. Seu app, “thisisyourdigitallige”, oferecia uma predição de personalidade e se vendia no Facebook como “um app de pesquisa usado por psicólogos”. Cerca de 270 mil pessoas baixaram o app. Ao fazerem isso, eles consentiram que Kogan acessasse informações como a cidade onde configuraram seus perfis ou o conteúdo que elas curtiram, bem como a mais informações limitadas sobre seus amigos que tinham configurações de privacidade que permitiam isso.

O problema foi o uso feito dos dados dessas 270 mil pessoas (a cessão/venda a um terceiro), não a obtenção deles. O Facebook diz expressamente que “Kogan teve acesso a essas informações de maneira legítima e através dos canais adequados que governavam todos os desenvolvedores na época”. O problema foi ter repassado esses dados a terceiros.

E nem entramos na questão dos anúncios direcionados e no retargeting a partir da plataforma de de publicidade do Facebook. À luz desse ocorrido, fica a impressão de que ela detém ou quer deter uma espécie de monopólio da exploração e da comercialização dos dados pessoais de seus usuários. O que, convenhamos, está longe do ideal e abre margem para todo tipo de manipulação (in)imaginável, de testes de personalidade/”como você seria se fosse de outro sexo” a campanhas com dark posts e outras coisas menos explícitas, mas bastante destrutivas.

Post livre #118

No post livre, leitores do Manual do Usuário se reúnem nos comentários para conversar sobre quaisquer assuntos. É isso.

Cookie pools: Como as lojas coletam seus dados pessoais e te enviam e-mails sem permissão

Imagine a cena: você acessa o site de da loja X, navega pelas seções de produtos e coloca alguns no carrinho virtual. Não fecha a compra, por qualquer motivo, e parte para outro site. No dia seguinte, recebe um e-mail da loja X que te chama pelo nome e lembra que há itens pendentes no seu carrinho. Detalhe importante: você não forneceu seu e-mail ou qualquer outro dado pessoal à loja X. Como isso é possível? Graças a uma técnica chamada “cookie pool”. Continue lendo “Cookie pools: Como as lojas coletam seus dados pessoais e te enviam e-mails sem permissão”

Firefox ganha opção para impedir que sites ofereçam notificações

“Querido site da web”, começa um tweet muito popular de dezembro passado, “não, não queremos permitir notificações. Jamais”, pede. “Atenciosamente, todo mundo”.

“Todo mundo” é uma extrapolação. O recurso existe, está disponível nos principais navegadores e, imagino, há quem goste dele. Só que, pelas reações inflamadas que o tema gera, é seguro presumir que uma parcela significativa dos que usam a web o detesta. Por isso, os navegadores permitem que se desative esse tipo de abordagem de todos os sites. Continue lendo “Firefox ganha opção para impedir que sites ofereçam notificações”

O app de previsão do tempo mais vago do mundo foi feito para quem odeia apps de previsão do tempo.

Este app de previsão do tempo se orgulha de ser vago. Em vez de dizer que “há 10% de chances de chover”, ele diz coisas como “Nem uma maldita gota vai cair”, porém com termos… digamos, reprováveis. É, nas palavras do desenvolvedor, o app de previsão do tempo para quem odeia apps de previsão do tempo.

O linguajar usado pelo The F*cking Weather é chulo e ele está disponível apenas em inglês, mas a ideia é, no mínimo, curiosa. (Aliás, há muito tempo havia um site parecido no Brasil, o “Será que vai chover?”. Você entrava e ele só respondia a pergunta-título com “sim” ou “não”.)

Até porque, convenhamos: a maioria de nós só quer saber se vai chover ou não na hora de voltar para casa ou se a temperatura mudará ao longo do dia. Que “choverá 3 milímetros acima da média histórica do mês” é curioso, mas não responde as questões mais importantes do dia a dia da humanidade.

Tem para Android e, se você souber carregar apps por fora da App Store, para iOS. O desenvolvedor acha que o app seria rejeitado pela Apple devido ao linguajar usado.

Post livre #117

Às sextas, abrimos o post livre para ter uma conversa aberta e sobre quaisquer assuntos com a comunidade do Manual do Usuário. Puxe um banquinho e participe!