Post livre #63

Um post.

Zero conteúdo.

Comentários abertos.

Eu, você e os demais leitores do Manual.

Assuntos variados, você escolhe, posta e todos comentam.

Valendo!

Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez

O Estadão publicou uma matéria intitulada “Como eram os carros quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”. Cumprindo com meu dever jornalístico, averiguei que isso aconteceu em 1994 e que a matéria se justifica devido à forte probabilidade do time paulista ser, 22 anos depois, mais uma vez campeão brasileiro de futebol.

Confesso que gastei mais tempo pensando na lógica do jornal do que no conteúdo — que nem traz detalhes, só fotos dos carros; clássico clickbait. Concluí que não tem nexo algum, o que a torna sensacional! Continue lendo “Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”

Como criptografar toda a sua vida em menos de uma hora

“Apenas os paranóicos sobrevivem.”
— Andy Grove

Andy Grove foi um refugiado húngaro que escapou do comunismo, estudou engenharia e, por fim, liderou a revolução do computador pessoal como CEO da Intel. Ele morreu no começo do ano, no Vale do Silício, após uma longa batalha contra a doença de Parkinson.

Quando uma das pessoas mais poderosas do mundo nos encoraja a sermos paranóicos, talvez devêssemos escutar. Continue lendo “Como criptografar toda a sua vida em menos de uma hora”

Pós-verdade aplicada ao Brasil

O Dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como a palavra do ano. O termo, que nem é novo, é um adjetivo definido como “relativo ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e às crenças pessoais.” Diz respeito, neste momento, à proliferação de notícias falsas ou distorcidas em redes sociais que servem de combustível ao viés de confirmação. Mas não é um problema só delas, do Facebook e do Twitter. É nosso.

Venho pensando sobre como combater esse problema. Há muitos riscos envolvidos, do chatear/brigar com alguém até o de soar condescendente ou, pior, autoritário.

Talvez a melhor via, ou pelo menos a mais conciliadora e promissora, seja a mesma usada por quem produz todo esse chorume: a da (no caso, boa) informação. Argumentos bem articulados, contrapontos bem fundamentados, num processo longo, tortuoso e sem garantias. (Sigo aberto, e pensando também, em outras iniciativas!)

Não é um problema só da eleição presidencial dos Estados Unidos ou do Brexit no Reino Unido. Já acontece aqui, no Brasil. No grupo da família no WhatsApp, nos perfis dos seus amigos no Facebook. Como evidencia este levantamento publicado hoje (“Notícias falsas da Lava Jato foram mais compartilhadas que verdadeiras”), o problema é real, urgente e pede a nossa atenção.

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