O que tem na sua mochila, Gabriel Arruda?

Foto do Gabriel Arruda.

Gabriel trabalha atualmente como cientista de dados na Semantix, antes disso atuava como programador full-stack no aplicativo Experiences e como analista de sistemas em tecnologia Oracle. Curioso e leitor inveterado de qualquer coisa, de literatura antiga a artigos acadêmicos, perde mais tempo que gostaria lendo reviews de produtos que nunca irá comprar. É bacharel e mestre (área de Processamento de Língua Natural) em Sistemas de Informação pela USP. Escreve esporadicamente no Medium, pode ser encontrado no Twitter e Instagram como @gdarruda.

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As promessas e derrocada do Windows Phone

No último dia 25 de maio a Microsoft anunciou o que pode ser considerado um dos últimos atos de um longo réquiem que o Windows Phone vem passando. No comunicado a empresa anunciou o corte de 1850 empregados da divisão, sendo a maior parte da subsidiária finlandesa onde fica a base da divisão Lumia, fruto compra da Nokia em 2013.

A notícia chegou uma semana após informações de que a própria Nokia, numa jogada jurídica com a bênção da Microsoft, recuperou o direito de usar seu nome novamente em smartphones e assim o fará licenciando a marca para uma nova empresa formada por ex-executivos da Nokia, a HMD. Em paralelo, no mesmo dia soubemos que a linha de feature phones da Microsoft fora vendida, por US$ 350 milhões, a uma divisão da Foxconn e à HMD.

E assim, agonizando lentamente, uma longa novela que teve momentos de brilhantismo e parecia antecipar futuro caminha para o seu desfecho. Continue lendo “As promessas e derrocada do Windows Phone”

Debate do livro Neuromancer, de William Gibson

Não será nada espantoso o dia em que vislumbrarmos mais e mais pessoas conectadas aos seus aparelhos de realidade virtual. O que hoje nos parece exótico, coisa de nerds loucos, não o será mais. Mas o maior problema (ou não) será justamente a combinação de drogas com a RV: os aparelhos disponíveis hoje, aparentemente desconfortáveis e um tanto toscos, serão necessariamente diferentes e melhores (imperceptíveis), e as drogas, legais e ilegais, estarão à disposição para uso combinado, permitindo uma quase total imersão virtual. Se hoje não há dispositivos em nossos corpos que nos ligam diretamente às máquinas, essa combinação vai bastar por enquanto, já que é mais barata e acessível que implantes e procedimentos cirúrgicos. Daí, o vício inerente. Serão outros tempos e o que vamos fazer com essas outras realidades que superarão a Internet que conhecemos fazendo-a parecer primitiva, irá além do entretenimento e conhecimento: a busca por novas sensações ou sensações recriadas que passarão a nos interessar como nunca! Muita coisa pesada, evidentemente, será encontrada em algo parecido com o que temos hoje na Deep Web. O corpo, essa carcaça que nos serve de simples suporte para o Eu, é demasiadamente carente e repleto de anseios ainda não anunciados que vão nos fazer agarrar em distrações para deixar livre a mente em seus novíssimos descaminhos. Anestesiados em nossos cubículos, conectados à matriz, talvez nos comportemos como idiotas ou encontremos finalmente o sentido da existência. Todos os outros meios de se chegar em estágios menos sofisticados, possíveis com drogas como o LSD, serão inúteis sem essa combinação de RV+drogas. Disso, como não poderia deixar ser, surgirá uma nova religião e os primeiros adeptos serão os ateus. Vamos comungar, como num sonho-pesadelo, enfim, imaterializados no ciberespaço.

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Com escritório para alugar, Xiaomi confirma mudanças na operação brasileira

Por Emily Canto Nunes e Rodrigo Ghedin.

No início de maio o Manual do Usuário publicou, com exclusividade, a informação de que a Xiaomi estaria cogitando sair do Brasil. O motivo seria a dificuldade de emplacar seus produtos e modelo de negócios por aqui, além das reviravoltas no cenário econômico. Há pouco Hugo Barra, vice-presidente de expansão da Xiaomi, confirmou ao site AndroidPIT que a operação brasileira será bastante reduzida e não veremos novos smartphones da fabricante no país “no curto prazo”. E mais: outra vez com exclusividade, soubemos que a Xiaomi está deixando seu escritório na Vila Olímpia, em São Paulo. Continue lendo “Com escritório para alugar, Xiaomi confirma mudanças na operação brasileira”

Bem-vindo ao Futuro: Uma Visão Humanista Sobre o Avanço da Tecnologia é o livro de junho do Clube de Leitura

O Clube de Leitura do Manual do Usuário aponta um livro por mês para ser lido e debatido. Em junho, o livro proposto é Bem-vindo ao Futuro: Uma Visão Humanista Sobre o Avanço da Tecnologia, de Jaron Lanier. Continue lendoBem-vindo ao Futuro: Uma Visão Humanista Sobre o Avanço da Tecnologia é o livro de junho do Clube de Leitura”

Momento de transição

Como acontece todo ano, em 2016 o Google dominou as manchetes com os anúncios do Google I/O, sua conferência anual para desenvolvedores. Desta vez sem nada realmente novo, apenas produtos e serviços que replicam o que concorrentes já oferecem com o tempero do Google, ou seja, personalização e inteligência artificial. Vindo de quem vem, porém, é sempre bom prestar atenção — vai que, sei lá, daqui a um ano estejamos todos conversando pelo Allo ou com um “little brother” que tudo ouve e tudo envia aos servidores do Google em nossas salas? Continue lendo “Momento de transição”

É possível viver sem o Google?

Um dia parei e me percebi bastante dependente do Google. Com um serviço aqui e outro ali, algumas coisas realmente boas, outras usadas por mero comodismo, notei que muito do que faço online passava pelos servidores do Google. Tanta coisa que, a essa altura, chamá-lo apenas de “buscador” é um reducionismo perigoso. Incomodado, me fiz a pergunta: é possível viver sem o Google? Continue lendo “É possível viver sem o Google?”

A fragmentação do Moto G

Em menos de três anos, a Motorola, agora Lenovo, vendeu 16 milhões de unidades do Moto G no Brasil. Em um mercado onde, no último ano, foram vendidos 47 milhões de smartphones e que conta com mais de dez players, é um número que impressiona para um único aparelho. Ainda que nunca tenha sido um único aparelho de fato.

Até este ano, a Motorola adotava a estratégia de chamar apenas “Moto G” também as segunda e a terceira gerações, o que não só confunde alguns usuários menos ligados em lançamentos, mas também engorda os números como um todo. Diante de mudanças pontuais, sem verdadeiras rupturas de uma geração para a outra, tratar tudo como Moto G fazia algum sentido e dava ainda mais consistência a um produto/marca que virou sinônimo de categoria — nos perguntamos, por muito tempo, onde estava o “Moto G da fabricante tal”.

Com a quarta geração do Moto G anunciada essa semana, muita coisa mudou e esse legado foi posto em risco. Continue lendo “A fragmentação do Moto G”

O escritório do Baidu no Brasil

No Brasil há quase três anos, o Baidu ainda luta contra o estigma que a palavra “chinês” possui por aqui e para desfazer o estrago que equívocos em sua estratégia inicial no país causaram. O Manual do Usuário foi dar um rolê no escritório da empresa em São Paulo, no bairro Cidade Monções, na região da Berrini, próximo ao Brooklyn. É o primeiro e, até agora, único dos chineses na América Latina. Continue lendo “O escritório do Baidu no Brasil”

O fim de uma onda móvel

A indústria da telefonia móvel teve duas ondas — primeiro a da voz e SMS e depois a do smartphone. A onda da voz levou-a de zero a cinco bilhões de pessoas com um celular no planeta e, agora, quase dois bilhões de celulares são vendidos por ano. Em paralelo, começando nove anos atrás, a onda dos smartphones converte uma porcentagem cada vez maior das vendas dos celulares em smartphones. Continue lendo “O fim de uma onda móvel”

Por que o WhatsApp para Mac e Windows precisa do smartphone conectado?

A reação das pessoas com o WhatsApp para computadores foi de decepção. Em vez de um app nativo e independente do smartphone, ele é apenas a versão web convertida em app, com suporte a teclas de atalho e notificações. Talvez seja mesmo um pouco decepcionante, mas não poderia ser diferente. Continue lendo “Por que o WhatsApp para Mac e Windows precisa do smartphone conectado?”