É preciso prestar atenção para notar as novidades do Xperia Z3 (mais: outros anúncios da Sony na IFA)

Novos produtos da Sony anunciados na IFA.
Foto: Sony.

A Sony vem mantendo um ritmo frenético de atualizações do seu principal smartphone. O Xperia Z3, anunciado ontem na IFA, é a quarta geração (Z, Z1 e Z2 antes) em menos de dois anos.

O mais estranho é que cada vez que o número depois do Z aumenta as novidades para a versão anterior diminuem. Comparado ao Z2, o Xperia Z3 mudou pouco: Continue lendo “É preciso prestar atenção para notar as novidades do Xperia Z3 (mais: outros anúncios da Sony na IFA)”

Galaxy Note Edge, com tela dobrada na lateral

A tela curvada/dobrada do Galaxy Note Edge.
Foto: Sean O’Kane/The Verge.

Munido de toda a sabedoria que a área de comentários em sites de tecnologia concentra, um leitor do The Verge resumiu a aberração acima, mostrada hoje em Berlim:

Vencedor do futuro prêmio “Lembra quando eles fizeram aquilo?”

Em nota relacionada: e os canhotos, como ficam?

Outro comentário, esse do David Pierce no acima referido post:

A Samsung não tem certeza absoluta [da função da tela estendida] e depois de alguns minutos usando o Galaxy Note Edge ficou claro que embora bem implementada e útil, a ideia como um todo ainda não está amadurecida.

Desisto.

Graças a uma pessoa, o mundo ganhou 12 milhões de fotos históricas digitalizadas

Ilustração de 1873.
Imagem: Internet Archive Book Image/Flickr, 1873.

Contar histórias não é uma exclusividade das palavras. Imagens podem dizer muito também. Assim pensa Kalev Leetaru, da Universidade de Georgetown, responsável por extrair 12 milhões de fotos e ilustrações históricas de uso livre e pesquisáveis a partir de 600 milhões de páginas de livros.

Leetaru alterou o software usado pelo Internet Archive para digitalizar livros, incluindo nele a capacidade de separar, extrair e etiquetar imagens. Até então o programa convertia o texto em PDF e descartava o material visual. Segundo o próprio:

Durante todos esses anos as bibliotecas têm digitalizado seus livros, mas tratado eles como PDFs ou trabalhos de texto pesquisáveis. Elas têm focado nos livros como uma coletânea de palavras. Isso [o software] inverte a situação.

As imagens estão sendo enviadas a um perfil no Flickr, que já conta com quase 3 milhões delas. Ainda há muito trabalho pela frente e Leetaru espera que seu software seja usado por outras bibliotecas ao redor do mundo a fim de preservar e difundir imagens que, de outra forma, estariam fadadas à clausura e degradação do tempo.

Via The Wire.

Culpar o iCloud pelo vazamento das fotos de celebridades é um erro duplo

No último domingo, fotos íntimas de celebridades vazaram em redes sociais e sites “especializados”. Entre as vítimas estavam Kate Upton, Jennifer Lawrence, Kirsten Dunst e outros famosos — o número deles pode chegar a cem.

A repercussão tem sido grande porque, ora, são celebridades nuas. Na mesma velocidade com que as fotos se espalharam, empresas supostamente envolvidas com a obtenção das imagens e usadas posteriormente para a disseminação delas começaram a agir a fim de minimizar os estragos. Twitter e imgur estão banindo usuários que compartilham as fotos e o Google tem limpado sistematicamente os resultados da busca para omiti-las.

Ainda não se sabe o que foi usado como vetor para o ataque, muito menos qual ou se alguma falha foi explorada. Na imprensa, porém, não demorou muito para que uma suposição se alastrasse: a culpa do iCloud. Continue lendo “Culpar o iCloud pelo vazamento das fotos de celebridades é um erro duplo”

[Review] Tegra Note, o tablet Android para quem joga

Marca tradicional entre entusiastas de PCs, a Nvidia ainda busca a mesma reputação em dispositivos móveis com seu SoC Tegra. Até agora, mesmo com cinco gerações, ainda não convenceu nem a mídia, nem os consumidores de que o coração verde é um diferencial que vale a pena exigir na hora de comprar um smartphone ou tablet. O último a desembarcar no Brasil com a missão de reverter tal cenário é o Tegra Note, da Gradiente.

Equipado com o SoC Tegra 4, o Tegra Note é, antes de um produto da Gradiente, um projeto da própria Nvidia. O modelo de distribuição lembra bastante o de integradores nacionais que licenciam dispositivos de OEM chineses e só fazem o rebranding e/ou a montagem no Brasil. O mesmo Tegra Note é vendido por fabricantes diferentes dependendo da região do globo onde você estiver — nos EUA, EVGA; no Reino Unido, Advent; na Rússia, Gigabyte, e assim por diante.

Um tablet de sete polegadas, o Tegra Note promete ser rápido, especialmente em jogos, sem se esquecer de outras características importantes nesse tipo de equipamento, como boa tela e longa autonomia. Ele cumpre a promessa? Veremos a seguir. Continue lendo “[Review] Tegra Note, o tablet Android para quem joga”

As renderizações 3D no catálogo da Ikea

Mais uma peça do catálogo da Ikea.
Imagem: Ikea.

O site CGSociety bateu um papo com Martin Enthed, gerente de TI da agência interna da Ikea, e descobriu que 75% dos produtos no catálogo da fabricante é representado por renderizações 3D em vez de fotos tradicionais. Entre a primeira imagem do tipo, em 2006, e o número expressivo de hoje, passaram-se oito anos. Há dois, em 2012, as renderizações correspondiam a 25% do catálogo segundo apresentação do próprio Enthed na SIGGRAPH. A computação gráfica não é promessa, é realidade na publicidade — e a imagem acima, feita em computadores, prova isso.

O que parece ineditismo é, na prática, bem mais comum do que se imagina. Não é de hoje que várias indústrias recorrem ao poder dos computadores para retocar ou mesmo criar, do nada, o material publicitário dos seus produtos. Ou vai me dizer que você acreditava que esses Ashas dançando e se multiplicando na tela eram apenas aparelhos bem adestrados ou obra de alguma engenhoca? Continue lendo “As renderizações 3D no catálogo da Ikea”

A grande oportunidade do NFC

No próximo dia 9 a Apple fará um evento onde, se os rumores baterem, revelará um (ou mais de um) novo iPhone e o iWatch, ou alguma coisa “vestível”.

Faz algum tempo que a esteira de rumores tem cravado com precisão o que a Apple anuncia, logo o novo iPhone com tela maior deve se confirmar. Quanto ao gadget vestível, as informações são menos concretas. John Paczkowski do Recode, que antecipou a data do evento, disse que o novo produto só estará nas lojas no começo de 2015. A distância explicaria o silêncio dos sites de rumores — sem produção, não tem o que vazar.

Talvez a única certeza seja a de que o gadget vestível da Apple não será em nada parecido com o que já se tem no mercado. Nem o “campo de distorção da realidade” é capaz de consertar produtos sem apelo como os da primeira geração do Android Wear e os vários da Samsung rodando Tizen.

Em nota relacionada, parece que a Apple finalmente suportará o NFC. É o que John Gruber sugere e, em um desses vazamentos do novo iPhone, identificaram um módulo NFC. No mínimo, ele facilitaria o pareamento com o suposto gadget vestível, mas o potencial extrapola essa aplicação e, em última instância, pode respingar (e beneficiar) fabricantes Android que há anos trazem a tecnologia que, salvo em uma ou outra aplicação aqui no ocidente, é subutilizada.

Esse assunto surgiu no grupo de discussão do site no Facebook (apenas para assinantes). Lá, desenvolvemos um bom raciocínio sobre as implicações que, se concretizada, essa nova configuração de mercado pode desencadear. O que alguns chamam de “campo de distorção da realidade” é, na prática, poder, influência — e méritos da Apple por alcançar tal patamar. Com ela suportando o NFC, as chances dele vingar e se espalhar em outras indústrias, criando o ecossistema de que algo do tipo precisa para se estabelecer, aumentam dramaticamente.

É um cenário similar ao dos smartphones pré-iPhone, ou dos tablets pré-iPad. A analogia, mais rasa, também se aplica nesse hipotético: juntas ou em investidas solitárias, Google, Samsung e outras não conseguiram difundir o NFC. Hoje o máximo que dá para fazer aqui no Brasil é trocar fotos e informações de contato tocando dois celulares e recarregar seu cartão do metrô em São Paulo.

O fato da Apple entrar na jogada não é uma certeza de que o NFC decolará. O Passbook, criado meio que como uma resposta a um dos casos de uso mais típicos do NFC, a substituição da carteira pelo smartphone, tem utilidade mas está longe de ser unânime.

E ainda que tenha a força do iPhone, a própria tecnologia precisa resolver alguns problemas graves antes de almejar a mesma difusão que outros componentes do smartphone moderno sustentam, como câmera e 3G/4G. Falta segurança, faltam aplicações originais e úteis, falta até mesmo compatibilidade (paywall) — dependendo do fornecedor da antena NFC, ele funciona ou não com uma série de acessórios e terminais.

Compartilhar um contato tocando dois smartphones é muito legal. Pagar a conta do restaurante fazendo o mesmo gesto? Por favor! A Bloomberg relata que a Apple firmou acordos com Visa, MasterCard e American Express, e se onde há fumaça, há fogo… Embora tecnologicamente viável, ainda é preciso alinhar uma série de fatores externos para tornar isso realidade. O iPhone não é a peça que falta, mas pode ser aquela que dá uma visão geral e facilita o encaixe das restantes.

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