Windows 10?

Hoje a Microsoft apresentou, pela primeira vez, o Windows 10. A próxima versão consolidará a visão “Um Windows” e buscará os renegados que resistiram ao traumático Windows 8 e continuam na versão anterior, o Windows 7.

É importante frisar, de início, que o evento de apresentação foi organizado para o público mais rentável, mais sensível e mais insatisfeito com as mudanças drásticas do Windows 8: o corporativo. A baixa adoção dessa versão nas empresas de grande porte é motivo de preocupação e é por isso, entre outros motivos, que a nova versão tem um gostinho conhecido, para voltar a ser implantada em grandes parques de máquinas.

Do visual ao modo de funcionamento, sem falar na comparação que Joe Belfiore fez dos Windows 7 e 10, e apenas deles, a carros elétricos, a Microsoft parece não esconder mais que o Windows “sem comprometimentos”, o Windows 8, foi um descarrilamento que precisa ser corrigido. Continue lendo “Windows 10?”

5 coisas sobre o Orkut, a rede social mais brasileira que já existiu

O fim chega para todos, amigo. Hoje é a vez do Orkut, a primeira rede social do Google e de muitos de nós, brasileiros, dar adeus ao ciberespaço.

Criado em janeiro de 2004 pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, não demorou muito para a rede ser invadida por brasileiros. Qual o motivo? Até hoje não se sabe muito bem o porquê. Certo mesmo é que apesar da ostracismo em que afundou nos últimos anos, primeiro eclipsado pelo Facebook, depois rejeitado pelo próprio pai, o Google, o Orkut ficará para sempre marcado na história digital do Brasil.

Hoje, muita gente compra smartphone para usar WhatsApp; em 2004, o Orkut teve o mesmo efeito no comércio de computadores. Ele foi a iniciação de muita gente à Internet e daquele jeito meio desengonçado, politicamente incorreto e cheio de tretas e piadas internas, ganhou os nossos corações e navegadores.

Para celebrar esta data, separei cinco coisas muito “Orkut”. Engula o choro, prepare o coração e venha comigo. Continue lendo “5 coisas sobre o Orkut, a rede social mais brasileira que já existiu”

O comercial da GoPro HERO4 Black Edition filmado inteiramente com ela própria

A linha 2014 de câmeras de ação da GoPro foi finalmente anunciada e a nova topo de linha, a HERO4 Black Edition, parece espetacular com seus vídeos em 4K a 30 fps (quadros por segundo) ou, em Full HD, a 120 fps.

O vídeo de divulgação é composto por quatro minutos de paisagens espetaculares, totalmente filmado com a nova câmera. Um deleite:

O único problema dela, aparentemente, é o preço. A GoPro HERO4 Black Edition custa, nos EUA, US$ 500. No Brasil, o modelo anterior, a HERO3+ Black Edition, que lá fora custa US$ 400, começa em ~R$ 1.700 nas lojas do varejo mais tradicionais. Faça a conta.

Além da HERO4 Black Edition, a GoPro lançou outras duas novas câmeras de ação. A HERO4 Silver é basicamente a HERO3+ Black Edition com algumas melhorias — tela sensível a toques, modo noturno, Bluetooth e sistema de áudio aprimorado. Até o preço é idêntico à da sua antecessora, US$ 400.

O modelo mais simples entre os novos é chamado simplesmente HERO. Custa US$ 130, tem qualidade de vídeo menor, nada de touchscreen, Wi-Fi e uma série de outros recursos legais, e alcança a resolução máxima de 1080p (Full HD) a 30 fps. O lado bom? Além de ser barata, a própria câmera é à prova d’água, dispensando o case que acompanha os modelos superiores.

O Gizmodo publicou um hands-on bem completo das novas câmeras. Nos EUA, elas serão lançadas dia 5 de outubro.

Com Photoshop por streaming, Chromebooks podem ficar mais atraentes

Photoshop a caminho do Chrome OS.
Foto: Google.

O Google anunciou uma parceria com a Adobe para levar o Photoshop aonde ele nunca havia ido antes: aos Chromebooks.

Esses notebook que rodam Chrome OS, como já vimos duas vezes, são bem limitadas. De que maneira, então, o pesadão Photoshop rodará neles? Com o poder da nuvem. O Projeto Photoshop Streaming oferecerá aos donos de Chromebooks e usuários de Windows que usam o Chrome a possibilidade de rodar o editor de imagens via streaming.

Na prática, é como se o Chromebook/Chrome fosse um terminal burro. Todo o processamento, armazenamento e até a própria instalação do Photoshop ocorrerá em servidores remotos. Localmente, apenas a interface e os comandos serão executados. Por limitações atuais, o Photoshop Streaming não terá funções que rodam em cima da GPU, não salvará arquivos localmente (tudo ficará no Google Drive), nem conversará com periféricos, incluindo impressoras.

As vantagens, por outro lado, são ter um Photoshop, ou melhor, o Photoshop de verdade sempre atualizado, sem ocupar espaço na memória do equipamento e que roda mesmo no fraquíssimo hardware tipicamente encontrado em Chromebooks. De outra forma, ou seja, instalado e consumindo recursos locais, esse aplicativo seria inviável. Para o Google, a oferta do Photoshop eleva o moral do seu Chrome OS, ainda encarado com desconfiança por usuários e imprensa pela sua restrição a apps que rodam na web.

Na primeira fase o Photoshop Streaming será restrito a usuários selecionados que pagam a Creative Cloud, são estudantes e residem nos EUA. Para o futuro, a Adobe promete expandir o programa, além de trazer outros apps da Creative Cloud à modalidade por streaming.

Quem tem um Chromebook encontra editores de imagens relativamente simples na Chrome Web Store, como o Pixlr e o Sumo Paint. Nada que se compare ao poder do Photoshop, porém.

Entenda o Shellshock, a falha no Bash tão grave quanto o Heartbleed

Stephane Chazelas, um entusiasta de software livre, descobriu uma falha de 22 anos (!) no Bash, interpretador de comandos bastante popular em sistemas *nix, como Linux e o OS X, da Apple.

A falha permite que alguém tome o execute comandos remotamente em máquinas afetadas. Dada a amplitude com que o Bash é usado, de servidores a sistemas embarcados (câmeras fotográficas, roteadores, terminais comerciais), o potencial de danos é tão grande, ou até maior, que o do Heartbleed, outra falha encontrada no OpenSSL no começo do ano.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA atribuiu ao Shellshock nota 10, a máxima na escala, em termos de gravidade, impacto e exploração, e para piorar o mesmo órgão disse que a falha é de baixa complexidade, o que significa que pode ser facilmente usada. Continue lendo “Entenda o Shellshock, a falha no Bash tão grave quanto o Heartbleed”

Yahoo anuncia encerramento do Yahoo

Primeiro layout do Yahoo.
Yahoo em 1994. Imagem via NBC.

Quando a web comercial surgiu as pessoas tinham dificuldade em encontrar sites. Até existia buscador, mas seus algoritmos eram simples e altamente sujeitos a fraudes, logo não entregavam resultados nem mesmo próximos dos de buscadores modernos. As melhores formas de descobrir sites eram ou por indicação de alguém, via e-mail ou boca a boca, ou através de links em outras páginas.

O Yahoo surgiu com outro nome, “Jerry and David’s guide to the World Wide Web”, em janeiro de 1994. Criador por Jerry Yang e David Filo, no princípio ele era um diretório, um site recheado de links que encontrados, revisados e categorizados por humanos. O buscador Yahoo só surgiu no início da década de 2000, e nem era próprio — ele usava os resultados do Google. Apenas em 2004 o Yahoo colocou no ar uma versão com índice e tecnologia próprios.

É por isso que o anúncio do fim do Diretório do Yahoo, marcado para 31 de dezembro de 2014, abre margem para a piadinha do título. É como se o Google acabasse com seu buscador, a Microsoft, com o Windows ou a Nokia com as fábricas de celulose. Hey, a Nokia não produz mais celulose! Ou seja, é um passo natural, mas não deixa de ser histórico.

A única parte chata disso (alguém ainda usa diretórios?) é que parte da memória da web se vai junto com esses serviços pioneiros. O comunicado do Yahoo não diz se o Diretório permanecerá online, como o Orkut, ou se terá o mesmo fim do Geocities, o primeiro lar online de muita gente e que o mesmo Yahoo descontinuou e apagou da web em 2009.

Correção do bug no botão Home do iPhone que abre a multitarefa

Atualização (20/10/2014): Esqueça o procedimento abaixo — ele é paliativo e embora amenize, não resolve o problema por completo. A solução definitiva, pelo menos para mim, foi atualizar o iPhone para o iOS 8.1.


Multitarefa do iOS 8 no iPhone.
Não aguentava mais essa tela.

Desde que atualizei meu iPhone 5 para o iOS 8 o botão Home passou a se comportar de forma estranha. Ao pressioná-lo uma vez ele frequentemente abria a tela da multitarefa em vez voltar à inicial. É um negócio bem chato, se quer saber.

Inicialmente pensei tratar-se de algum bug da nova versão do sistema. Problema de hardware eu descartei de cara — seria uma coincidência muito infeliz ele se manifestar exatamente após concluída a atualização. Minha esperança era alguma subsequente solucionasse essa chateação. Veio a 8.0.2, atualizei e… nada.

Ocorre que, pesquisando os sintomas no Google, descobri que o botão estava apenas descalibrado. A correção, encontrada num desses sites feitos especialmente para eventos pontuais, o “iOS 8 Release Date”, é a seguinte:

  • Abra algum app padrão da Apple, como o Tempo ou Relógio.
  • Aperte e segure o botão Power até o slider para desligar aparecer na tela.
  • Aperte e segure o botão Home até a tela anterior sumir.

Pronto, problema resolvido.

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