O próximo Internet Explorer do Windows Phone terá gostinho de maçã

Paul Thurrott, sobre as novidades do IE no Windows Phone 8.1 Update:

O que eles mudaram? Primeiro e mais importante, aceitaram a realidade: páginas web modernas são projetadas e construídas para o iOS (Safari) e Android (Chrome), e não para os padrões abertos aos quais o IE recorre.

O mesmo Internet Explorer que ditava o rumo da web há dez anos, hoje faz gambiarras para exibir corretamente páginas que usam soluções proprietários de Apple e Google. E não só: o IE do Windows Phone 8.1 passará a se identificar aos sites como se fosse o Safari.

O blog oficial do IE traz informações mais técnicas e vários exemplos de “antes e depois”.

O mundo dá voltas.

Quais dos 27 apps gratuitos para Android oferecidos pela Amazon valem a pena?

Mais uma vez a Amazon negociou com desenvolvedores e conseguiu tornar um punhado de apps para Android gratuito por dois dias. No total, segundo a empresa, o valor somado deles passa dos R$ 230, mas o que importa saber é quais são boas pedidas.

Tem muita coisa esquisita e ruim. Como é de graça, de repente até vale experimentar — numa dessas por trás de uma carinha feia está um app útil. Dos que valem o download sem pensar muito, tem o Instapaper, que salva artigos da web para serem lidos posteriormente, e o dicionário inglês da Oxford, cujo preço normal é de R$ 77 (!). O PDF Max, apesar de comentários mistos no Google Play, também não é dos mais baratos, normalmente custa R$ 17, mesmo caso do veterano Docs To Go (preço regular de R$ 23). E tem o jogo de corrida do Sonic; pelo menos na versão para consoles ele é bem bacana.

Aqui você confere todos os apps. Para baixá-los é preciso instalar o app da Appstore no seu smartphone; o passo a passo se encontra aqui. E se você conhece alguma pérola que deixei passar, comente aí embaixo.

Com Facebook, Wikipédia e serviços úteis disponíveis gratuitamente, app da Internet.org é lançado na Zâmbia

A iniciativa de Mark Zuckerberg para democratizar a Internet começa a ganhar contornos concretos com o lançamento do app da Internet.org. Disponível para Android e em versão web, ele garante acesso gratuito ao Facebook, Wikipédia, pesquisa do Google e outros serviços úteis.

Inicialmente, o app foi disponibilizado na Zâmbia em parceria com a operadora local Airtel. O funcionamento é similar ao do Facebook Zero, que desde 2010 oferece uma versão limitada da rede social sem qualquer ônus financeiro: o usuário pode acessar todos os serviços listados no app gratuitamente e, caso queira extrapolar esse cercado e ir em busca de conteúdo não contemplado pelo Internet.org, passa a pagar pelo tráfego de dados.

A seleção de serviços é bem bacana e não fica restrita ao Facebook e superficialidades do tipo. Além da Wikipédia, que é um adianto, e do Google, tem previsão do tempo, busca por vagas de emprego, informações sobre HIV, direitos das mulheres, legislação da Zâmbia e um canal do Unicef com dicas de higiene e saúde.

Existe uma queda de braço entre ativistas da Internet livre e o Facebook. Os primeiros acusam a iniciativa de ser uma forma do Facebook controlar ainda mais a Internet; Zuckerberg e seus parceiros ressaltam o aspecto beneficente da iniciativa. De qualquer forma, uma coisa é certa: o Facebook é tão grande que precisa trazer mais pessoas à Internet para continuar crescendo. É o tipo de problema que só um serviço com 1,32 bilhão de usuários tem.

Rumo à expansão internacional, Xiaomi precisa rebater críticas sobre privacidade e plágio

Apresentação do Mi 4 teve 'one more thing'.
Jobs se revira no túmulo. Foto: sascha_p/Twitter.

A Xiaomi vai bem na sua terra natal, mas quer mais — quer o mundo. A expansão internacional, capitaneada pelo ex-Google Hugo Barra, é de conhecimento geral e deverá passar pelo Brasil. Antes disso, porém, a fabricante chinesa precisará rever algumas práticas e ganhar a confiança do consumidor ocidental.

Ontem, Barra publicou em seu perfil no Google+ um FAQ sobre privacidade em resposta a denúncias de que o smartphone Redmi Note enviaria secretamente dados do usuário a servidores na China. Segundo o executivo, o que o MIUI (variação do Android usada pela Xiaomi) faz é sincronizar dados pessoais com a nuvem e outros dispositivos, nos mesmos moldes de ofertas concorrentes como Dropbox, Google+ e iCloud. O recurso pode ser desativado e o compromisso da Xiaomi, ainda de acordo com Barra, é com a transparência:

(…) Não enviamos informações e dados pessoais sem a permissão dos usuários. Em uma economia globalizada, fabricantes chinesas de dispositivos vendem bem no mercado internacional, e muitas marcas de fora são igualmente bem sucedidas na China — qualquer atividade ilegal seria bastante destrutiva para os esforços de expansão global da empresa.

Não é de hoje que a China é um pólo de tecnologia. A diferença é que agora as empresas do país estão avançando para outras partes do globo. As restrições que a Internet sofre por lá, somadas a suspeitas de colaboração das empresas de tecnologia com o Partido Comunista, são motivos de preocupação deste lado do mundo.

Por exemplo, a Huawei. Fornecedora de boa parte da infraestrutura que move a Internet no mundo, em 2012 ela foi acusada pelo governo dos EUA de infiltrar software espião nos equipamentos comercializados por no país — e, ironia das ironias, no fim era a Huawei quem estava sendo monitorada pela NSA.

Outra frente onde que a Xiaomi terá trabalho será para se livrar das críticas às “inspirações” que toma, notadamente da Apple. Há três, quatro anos, a sul coreana Samsung passou pela mesma situação e acabou tendo que resolver a briga em disputas judiciais nas cortes de vários países. Terá a Xiaomi o mesmo destino?

Mera coincidência?
Montagem: Cult of Mac.

Já encontraram o ícone do Aperture (!), software da Apple, no material de divulgação do Mi 3, outro smartphone da Xiaomi. Na mesma página de divulgação do produto, fotos protegidas por direitos autorais podem ser vistas nas screenshots da galeria — e aqui, além de se apropriar do trabalho alheio a empresa ainda engana os consumidores colocando como exemplos de fotos feitas com o smartphone imagens que, na real, foram capturadas por câmeras profissionais. No Cult of Android, Killian Bell encontrou um punhado de similaridades com produtos, práticas e materiais de marketing da Apple. Nem o “one more thing”, marca registrada do falecido CEO da Apple, Steve Jobs, escapou.

Hugo Barra rebate as críticas enfaticamente: “Se você tem dois designers com habilidades similares, faz sentido que eles cheguem às mesmas conclusões. Não importa se alguém mais chegou à mesma conclusão. Não estamos copiando os produtos da Apple. Ponto final.” Mas é difícil encerrar a discussão com fatos tão escandalosos, bem como acreditar que eles são frutos de mera coincidência.

A Xiaomi fabrica smartphones, tablets e alguns outros eletrônicos que, dizem, são de ótima qualidade e custam pouco. Na China, ela ultrapassou Samsung e Apple em vendas no primeiro semestre desse ano e quando chegar a outros mercados deverá fazer barulho. Resta saber se esse barulho será apenas das caixas registradoras e dos clientes satisfeitos, ou se o martelo dos juízes também se fará ouvir.

A redescoberta dos celulares com câmeras frontais — ou para “fazer selfies”

Foto do tweet mais popular da história.
Foto: TheEllenShow/Twitter.

Correm rumores de que a Microsoft está preparando um Lumia com “câmera para selfies”. Ele traria uma câmera frontal de 5 mega pixels, resolução bem maior do que a média de 2 mega pixels vista na maioria dos smartphones topo de linha.

No Brasil, fabricantes locais ou que lutam pelo consumidor menos endinheirado pegam carona na popularidade do termo “selfie” para levar a segunda câmera a modelos de entrada. O S440 (que nome!) da Positivo e o recém-anunciado Pop C3 da Alcatel Onetouch entregam o recurso por R$ 470 e R$ 349, respectivamente, sem revelar quaisquer especificações da câmera frontal.

Essa movimentação da indústria marca a redescoberta da câmera frontal, perdida por diversas fabricantes no caminho rumo a smartphones mais acessíveis ao bolso do consumidor. Afinal, uma câmera extra não é tão essencial e na hora de cortar custos ela acaba sendo uma das primeiras vítimas.

Só que desde que “selfie” foi eleita a palavra do ano por um dicionário, tornou-se o tweet mais popular da história, termo popular na mídia e lugar comum em qualquer ambiente onde duas ou mais pessoas se reúnem e pelo menos uma delas está com um celular no bolso, a demanda pela câmera para fazer selfies aumentou. É o que o povo quer, certo? É hora, então, de responder a esse anseio e levá-la a produtos mais em conta.

Antigamente câmeras frontais eram bons espelhos para ver se tinha sobrado aquela alface entre os dentes depois do almoço, ou se o nariz estava sujo. Hoje, apps como Instagram e Snapchat e serviços de vídeo chamada a la Skype são justificativas melhores ao custo de se colocar uma outra câmera em cima da tela. O que quero dizer é que apesar da sensação de frescor e de hoje os motivos para se ter uma serem melhores, câmeras selfies, ou frontais não são exatamente novidade. A primeira data de 2003.

A camada superior dos smartphones, com aparelhos que trazem o que há de melhor na indústria, já demonstra sinais de comoditização. São sintomas disso a presença de tantos recursos duvidosos e mimos externos na safra desse ano: contadores de batimentos cardíacos pouco confiáveis, mega resoluções de tela que não fazem tanta diferença aos olhos, acessórios muito legais que agora vêm na caixa, como parte do pacote. Eles já têm tudo o que se espera, hoje, de um smartphone — inclusive a câmera frontal, que nunca os abandonou e lá em 2007, com o saudoso N82, eu já usava para aquelas situações nojentas descritas ali em que um espelho era útil.

Nas camadas inferiores, porém, ainda há espaço para evoluções mais significativas. A primeira e mais óbvia é continuar empurrado os preços para baixo. Hoje não é difícil encontrar smartphones usáveis por cerca de R$ 350 e a tendência é que esses fiquem cada vez melhores. O segundo passo, já sentido em menor grau, é levar recursos de segmentos superiores a aparelhos mais simples. Exemplo recente: a tela de alta definição do Moto G. Ainda hoje a maioria dos smartphones intermediários vêm com telas WVGA ou qHD, mas não deve demorar para a HD se tornar padrão. A câmera frontal em smartphones básicos, de entrada, deve seguir o mesmo curso.

[Review] Xperia Z2, mais do mesmo só que melhor

Demorou apenas seis meses para a Sony atualizar seu smartphone topo de linha. As mudanças não são tão expressivas à primeira vista e, vendo o Xperia Z2 de relance corre-se o risco de confundi-lo com seu antecessor, o Xperia Z1. Tamanha semelhança tira o brilho do grande aparelho da empresa para 2014? É o que veremos nesta análise. Continue lendo “[Review] Xperia Z2, mais do mesmo só que melhor”

Windows Phone 8.1 Update é oficial: veja o que há de novo

Telas da próxima atualização do Windows Phone.

O Windows Phone 8.1 já apareceu no seu smartphone? Então sente-se que lá vem mais novidades: a Microsoft oficializou o Windows Phone 8.1 Update, uma atualização menor mas, ainda assim, cheia de novidades.

A principal é a expansão da Cortana. Em beta, ela aprendeu a falar chinês e pegou o sotaque britânico, além de ganhar status alpha no Canadá, Índia e Austrália. Nos EUA, ganhará novos truques como uso de mais termos em linguagem natural, botão soneca para lembretes e modo hands-free quando o smartphone estiver pareado via Bluetooth com um carro.

A tela inicial ganhará suporte nativo a pastas, e parece um negócio bem melhor que a implementação via Pasta de Aplicativos, app exclusivo da Nokia para a mesma finalidade. O mais legal é que elas não anulam a dinamicidade dos blocos, ou seja, ainda dá para ver notificações nos blocos dinâmicos que estiverem guardados em uma pasta. Falando em blocos dinâmicos, o da Loja agora será um.

O Xbox Music, duramente criticado no WP 8.1, está recebendo tratamento especial e deve melhorar significativamente: terá bloco dinâmico, sincronia em segundo plano, novos gestos e melhorias gerais no desempenho. Antes mesmo dessa atualização, o app deverá ganhar alguns aperfeiçoamentos via atualização direta na Loja.

Para fabricantes, a Microsoft acrescentará suporte a capas físicas para permitir interfaces personalizadas, como as do One M8, da HTC, e G3, da LG. Novas resoluções também passam a ter suporte: qHD (960×540) e 1280×800 — essa última, somada à adição de suporte ao protocolo NTP, é um forte indício de que o Windows Phone logo surgirá em tablets pequenos, de 7 polegadas.

O sistema também passará a enviar notificações via Bluetooth, uma etapa necessária para conversar com gadgets vestíveis, e dará suporte a VPNs em conexões públicas. O padrão QuickCharge 2.0 da Qualcomm, que acelera a recarga da bateria, também será habilitado — alguns aparelhos como os Lumia 930 e 1520 suportam a tecnologia e se beneficiarão dela.

Existem outras alterações menores, várias direcionadas ao público corporativo, todas contempladas no blog oficial do sistema e nesta lista de Paul Thurrott. Para quem está naquele programa de desenvolvedores (saiba como entrar), o Windows Phone 8.1 Update chega semana que vem. Para os demais, a versão final estará disponível “nos próximos meses”.

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