O que esperar da tecnologia (e do Manual do Usuário) em 2014

Embora não tenha colocado nenhum rótulo ou outro indicador aqui, o Manual do Usuário ainda está se encontrando. Achar esse norte não é fácil, acredite. O ano prestes a acabar poderá ser visto, no futuro, como o ponto de transição na forma com que encaramos a Internet e o oceano de informação que despejamos nela diariamente. O Manual é um pequeno exercício nesse sentido.

O stream de informações atingiu seu ápice em 2013. O agora, o eternamente em construção, o falar de tudo e o não querer perder nada. Na bela coluna em que observa e discute esse fenômeno, Alexis Madrigal diz acreditar que em breve as pessoas cairão na real e pedirão a volta de conteúdo estruturado, atemporal, duradouro.

Será? As manchetes forçadas do Upworthy e as infinitas listas de temas óbvios do Buzzfeed lotando linhas do tempo e feeds de notícias permeadas por reclamações e reclamações de reclamações colocam essa esperança contra a parede. O que a salva é que a Internet é um lugar bem grande. Da mesma forma que o conteúdo apagável começa a ser seriamente considerado, o duradouro também pode fazer seu retorno triunfal. Já vem fazendo, na realidade, com features, longform e o Slow Web em alta. Em 2014 haverá mais diversidade no que passa pelo stream — e mais vida fora dele.

Previsões, ou desejos para 2014

Em seu livro A Estrada do Futuro, Bill Gates resume a sinuca de bico que é fazer previsões:

“(…) Este livro pretende ser um livro sério, embora daqui a dez anos possa não parecê-lo. Tudo aquilo que eu tiver dito de certo será considerado óbvio. O que estiver errado será considerado cômico.”

Encare o que vem a seguir mais como desejos do que previsões — assim ganho o direito de errar sem ter dedos apontados lá na frente :-)

Nunca me agradou esse clima de torcida na tecnologia, ver o “seu” sistema ganhar dos outros, dar risada e se sentir genuinamente feliz com o tropeço de uma empresa. Menos disso ano que vem, por favor. Não dou bola para picuinhas do tipo aqui e fico feliz em ver que vocês, leitores, também não entram nessa pilha.

A passos incrementais, mas evoluindo sempre, a tecnologia segue firme como ditadora e distração da vida moderna. Se até ontem queríamos smartphones mais potentes e telas mais densas, o próximo passo é a computação contextual: sistemas que se antecipem às nossas vontades usando sinais secundários. Coisas que eram de ficção científica alguns anos atrás já fazem manchetes surpreendentes, como a do drone da Amazon, e o que era excitante até então se transforma em commodity. Nada de errado, porém, em ver o iPhone e o Galaxy S virarem lugar comum; os preços caem, o smartphone se populariza e mais gente ganha acesso a essas telinhas legais.

O afogamento na tecnologia me parece um caminho sem volta. A computação vestível e a Internet das coisas conectará tudo e todos. Não sei quando, mas acredito que em breve. Na mesma proporção virão as críticas sobre o excesso de tecnologia e sobre o excesso de produção de conteúdo. Encontrar o meio termo disso tudo será um dos grandes desafios nessa segunda metade da década.

Talvez um bom parâmetro para o momento seja o garotinho do comercial da Apple. Registrar bons momentos é legal, vê-los todos através de um celular, privando-se deles com a justificativa do relato, não. Já disse aqui que bom senso é relativo. Com as mudanças comportamentais que a tecnologia estimula, saber quando deixar o celular de lado será, mais do que um traço de bom senso (seja lá qual for a sua medida disso), uma habilidade valiosa e apreciável.

E quando estivermos com o celular na mão, vamos… pensar melhor no que publicar, no que opinar. Embora o Facebook nos pergunte incessantemente o que estamos pensando, não é preciso dizê-lo a todo momento, sobre todo e qualquer assunto. Lá, no Twitter, em qualquer lugar que nos incite a opinar usando um gadget, que pensemos (mesmo!) duas, três, várias vezes antes. Se vale a pena mesmo discutir e se a discussão é, no fim das contas, salutar.

Michel Laub clama por um guia que nos ensine como não falar sobre as amenidades da vida e as notícias do cotidiano:

“Algumas coisas são inegociáveis, claro, mas nem toda ponderação é sinônimo de relativismo covarde. Assim como nem toda omissão. Pierre Bayard escreveu um ensaio divertido chamado ‘Como Falar dos Livros que Não Lemos’ (Objetiva).

Gostaria que alguém escrevesse um com a tese oposta: como resistir em falar dos livros que lemos, dos filmes que vimos, do que aparece na TV ou do que comemos no almoço, e do trânsito e da poluição e da péssima qualidade dos serviços na cidade e assim por diante.”

Parece brincadeira. Se for, é uma amargamente verdadeira. Faz falta um guia desses.

Planos para o futuro

A premissa do Manual do Usuário, este pequeno espaço na Internet que gerencio, é abordar tecnologia e comportamento derivado dela com os dois pés no chão e uma boa dose de crítica. Não falar de tudo é parte do serviço que presto: a privação do ruído faz um bem enorme, permite que você se alimente mais com o que importa e deixe o banal de lado.

Essa curadoria às avessas será cada vez mais importante. Se antes o trabalho era garimpar conteúdo nas escassas pedreiras da Internet, hoje ele abunda de todos os lados e a maior dificuldade é peneirá-lo em busca do que faz a diferença. Daí a excepcional resposta de quem se aventura com newsletters: conteúdo com começo, meio e fim, ponto. As pessoas sentem falta disso e quando encontram essas pequenas pepitas de ouro em meio a tanto pedregulho, apreciam-nas.

Ainda estou em busca do ponto de equilíbrio para o Manual do Usuário. Fazendo uma análise de fim de ano, acho que nesses dois meses de vida do blog fui bastante rígido com a linha editorial do blog. Em 2014 devo publicar mais posts. Nem todos serão enormes como os que já foram ao ar, mas cada um deles será importante. Considere isso uma resolução de ano novo.

Encerro hoje os trabalhos no Manual do Usuário em 2013. Para o ano que vem, além desse refinamento na linha editorial o blog ganhará um novo layout (está ficando lindão!) e tentarei torná-lo sustentável de maneiras não muito… convencionais. Vocês participarão mais também, e acho que essa será a parte mais bacana.

Boas festas e nos vemos em 2014!

Imagem do topo: SpectralDesign/Flickr.

Importação como pessoa física: proibições, impostos e outros cuidados para evitar surpresas

Caixa dos Correios feita em casa.
Foto: Crystian Cruz/Flickr.

Um pouco tarde para as compras deste Natal, os Correios em parceria com a Senacom divulgaram um boletim de proteção ao consumidor com orientações importantes sobre a importação de produtos por pessoas físicas. A falha no timing é perdoável porque, apesar de mais frequente no fim do ano, comprar de sites estrangeiros se tornou uma prática comum para muita gente aqui — nos últimos dois anos, houve um aumento de 389% em encomendas do tipo.

DealExtreme, AliExpress, Tmart, Etsy, eBay… Muitos sites enviam produtos para o Brasil, uns até sem cobrar frete. Como lá algumas categorias de produtos saem bem mais em conta que aqui, por que não importá-los?

Existe regras na compra de produtos de fora. Tal ato é, como o boletim enfatiza, um de importação. O documento de sete páginas condensa o que importa em uma linguagem acessível, prevê casos excepcionais e vem com um punhado de links para entender melhor a burocracia da importação.

Importante: as regras descritas abaixo, como bem lembrou o leitor Leandro, valem para quando a encomenda é recebida pelos Correios. Nas palavras dele: “se vier por courier como DHL, FedEx ou UPS, é um pouco diferente, já que os Correios não participam do processo e todo o desembaraço é feito pela transportadora”. Um caso alternativo famoso que o Leandro cita é o da Amazon, que faz algum tempo passou a enviar mais coisas além de livros e periódicos cobrando os impostos na hora da compra.

Abaixo, alguns dos pontos mais importantes. Recomendo, porém, a leitura do documento original.

Proibições

Dá para importar um punhado de coisas sem problemas, ainda que alguns itens mais sensíveis dependam da anuência do órgão responsável.

Alguns produtos, porém, são proibidos. A lista é grande e pode ser vista neste PDF dos Correios.

Há uma limitação física também: encomendas muito grandes ou muito pesadas são devolvidas à origem. Os limites são os seguintes:

  • A maior dimensão deve ter até 1,05m.
  • A soma das dimensões (altura + largura + comprimento): não pode ser maior que 2m.
  • Peso máximo pode ser de até 30 kg (trinta quilos) sendo que vai variar o limite de acordo com a modalidade postal contratada pelo remetente.

A lista é concomitante, ou seja, a sua encomenda precisa respeitar esses três itens. Extrapolou um, diga adeus a ela.

Produtos isentos de imposto

Encomenda disfarçada de presente.
Foto: Arlindo Pereira/Flickr.

Livros, jornais e periódicos são isentos de imposto, bem como presentes dados de pessoa física para pessoa física desde que o valor aduaneiro, ou seja, a soma do valor, frete e seguro (se houver), não ultrapasse US$ 50.

Algumas lojas oferecem o “serviço” de remover rótulos e outros indicadores de que se trata de uma compra, para que o produto pareça um presente. Como é prática antiga (e fajuta), imagino que o pessoal da Receita esteja atento a esse jeitinho. Não cola mais.

Medicamentos acompanhados de receita médica também não pagam imposto, mas precisam passar pela fiscalização da ANVISA.

Tributação de encomendas

A tributação de encomendas feitas por pessoa física cai no Regime de Tributação Simplificada, ou RTS, que dispensa a contratação de despachante para o despacho/desembaraço. O teto em valores para essa categoria é de US$ 3.000; acima disso é preciso a contratação de um despachante e aí o processo fica caro e complexo.

Para produtos de até US$ 500, o desembaraço depende do pagamento de uma Nota de Tributação Simplificada, que consiste em 60% do valor aduaneiro. Os Correios mandam a nota para o endereço do destinatário e esse precisa ir à agência fazer o pagamento, aceito apenas em espécie.

Entre US$ 500,01 e US$ 3.000, as despesas aumentam. Além da alíquota de 60%, incide também ICMS (varia de estado para estado) e uma taxa de despacho aduaneiro no valor de US$ 150. A contratação de um despachante é opcional.

Fiscalização da Receita Federal

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Galpão da Amazon no Reino Unido.
Galpão da Amazon UK. Foto: Chris Watt/Flickr.

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Todas as encomendas que chegam ao Brasil estão sujeitas à fiscalização da Receita Federal. Ela tem por objetivo confirmar as informações anexadas à encomenda, inclusive os valores declarados, e verificar se o produto se enquadra em um dos casos especiais que dependem de anuência de outro órgão para entrar no país — o boletim dos Correios lista essas situações na terceira página.

O site da Receita esclarece como essa verificação é feita. Entre outras coisas, informa que a verificação pode ser realizada por amostragem de volumes e embalagens, o que explica porque aquele seu primo que importa o mundo nunca foi pego. Ele apenas deu sorte de nunca ter caído nessa amostragem.

Cuidados na compra

O boletim é um amigão e dá dicas de boas práticas sobre como se precaver para o caso de problemas na compra. Por melhor que seja a reputação da loja em questão, imprevistos acontecem.

Logo de cara, ele esclarece que os Correios não têm acordos comerciais com site algum lá de fora. Eles apenas fazem a ponte entre fornecedor e consumidor desde que no país de origem a postagem no país de origem tenha sido feita através da administração postal oficial por uma modalidade que seja distribuída no Brasil pelos Correios. Dessa forma, ao entrar no país a encomenda ganha aquele código de rastreamento para acompanhar o trânsito dela pelo site dos Correios.

É preciso ficar atento ao site também. Da mesma forma que existe muita loja charlatã no Brasil, no exterior não é diferente. Em conglomerados como eBay e Etsy, que funcionam de modo parecido com o MercadoLivre, ou seja, são vitrines para pequenos vendedores, atenção redobrada. Vale pesquisar a reputação do vendedor, se ele teve muitas reclamações, coisas que os próprios sites fornecem aos interessados.

Guarde todos os comprovantes e tire screenshots da oferta, do anúncio, do que puder. Mesmo internacional, ainda assim se trata de uma relação de consumo, logo ela está protegida pelo Código de Defesa do Consumidor e pode-se recorrer ao PROCON para reclamar de irregularidades na relação. Antes de apelar para a justiça, tente conversar com a loja. Já recorri ao suporte da DealExtreme e em algumas negociações no eBay; nesses casos os vendedores foram muito atenciosos e resolvemos tudo por email mesmo.

A legislação aduaneira exige a guarda de documentos relacionados à importação por cinco anos. Eles podem ser pedidos pela Receita Federal ou pelo Banco Central.

O prazo máximo para a entrega de uma encomenda importada é de 180 dias. Caso um produto venha com avaria e precise ser devolvido para reparos ou troca, deve-se recorrer à Exportação Temporária. Este PDF explica o trâmite.


Comprar nos exterior sem sair do Brasil é uma boa pedida para pagar menos e ter acesso a produtos que não estão à venda ou são difíceis de encontrar em algumas cidades brasileiras. Use as dicas acima com sabedoria e boas compras!

Os melhores apps para Windows Phone lançados em 2013

Ninguém disse que seria fácil, mas como foi difícil (ou está, dependendo do seu julgamento) emplacar o Windows Phone como terceira opção de sistema móvel. A concorrência com iOS e Android é acirrada e o fator de desequilíbrio nesse segmento, os apps, ainda aparecem em maior número e qualidade nas plataformas rivais.

Esse cenário caótico para o Windows Phone começou a mudar em 2013. Não, ainda não temos apps inovadores e sensacionais no sistema da Microsoft, mas pelo menos os apps mais populares ganharam versões para ele. É um começo.

Veja também:

Na lista abaixo você confere os dez melhores apps para Windows Phone lançados em 2013. Está em ordem alfabética, para evitar injustiças. Agradecimentos aos amigos do Twitter, em especial ao Guilherme da Silva Manso, pela ajuda na busca pelos apps.


App para Windows Phone: 627.AM.

627.AM

Freemium (R$ 2,99 para remover anúncios)
Twitter do desenvolvedor

Este assistente pessoal para Windows Phone não usa comandos de voz, como a Siri ou o Google Now. O 627.AM condensa em sua interface bonita e bem arranjada alguns recursos comumente dispersos em vários apps: previsão do tempo, alarme e lembretes.

O que mais agrada no 627.AM é a simplicidade. Ele oferece um bloco dinâmico que deixa à vista informações úteis, o que é um adianto no Windows Phone. Dá para configurar vários lembretes e programar alarmes para eles. Não é um app que muda vidas, mas um belo adendo ao sistema.

Screenshots do 627.AM.


App para Windows Phone: 6tag.

6tag

Freemium (R$ 2,49 para remover anúncios)
Site oficial

Poderia ser qualquer um dos apps do desenvolvedor francês Rudy Huyn. Ele parece ter tomado para si o desafio de preencher lacunas importantes do Windows Phone enquanto os desenvolvedores oficiais não o fazem.

O 6tag é um cliente do Instagram super completo e bem feito — nesse ponto, mais completo que o app oficial, ainda em beta. Grava e exibe vídeos, tem mapa, marcações e até alguns extras exclusivos, como colagem de fotos no envio. E, importante, é rápido e bonito.

Além do 6tag, Huyn também criou o 6snap (cliente do Snapchat), 6sec (Vine), apps da Wikipédia, contatos do Google e outros. Confira todos na página dele na loja.

Screenshots do 6tag.


App para Windows Phone: Audiocloud.

Audiocloud

Gratuito
Site oficial

O Audiocloud é um cliente para o SoundCloud. E um bem completo, com todos os recursos do site, como favoritar, seguir e ser seguido, fazer streaming e até download de algumas faixas — isso varia de artista para artista.

A interface não lembra muito o laranjadão do site e dos apps oficiais, mas é de bom gosto. O Audiocloud também traz um punhado de recursos do Windows Phone 8, como download e streaming em segundo plano, bloco dinâmico, capas para a tela de bloqueio e até criação de ringtones.

Screenshots do Audiocloud.


Apps para Windows Phone do Bing.

Bing apps

Gratuito

Os apps do Bing que vêm pré-instalados no Windows 8 demoraram, mas chegaram ao Windows Phone também.

São pequenos apps temáticos, sobre: notícias, esportes, finanças e previsão do tempo. Eles preservam algumas características dos irmãos mais velhos de computadores/tablets, como cores e modo de funcionamento, só que (bem) adaptados à tela menor do smartphone.

Screenshots dos apps do Bing.


App para Windows Phone: Fotor.

Fotor

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone e Android

Um editor de fotos bastante completo com opção de colagem — e das mais variadas. O Fotor tem desde as opções mais convencionais de edição (ajuste de contraste, brilho e saturação) até filtros pré-definidos e tilt shift. Essas opções são bem flexíveis, servidas com sliders e botões para ajustes finos.

A outra porção do app é a de colagens. A exemplo das telas de edição, aqui também sobram recursos e possibilidades. A proporção das colagens, a textura das bordas, o formato e tamanho dos quadros são todos personalizáveis. Depois é só salvar ou compartilhar nas redes sociais.

Totalmente gratuito, o Fotor é uma saída rápida e muito eficiente para editar fotos no Windows Phone.

Screenshots do Fotor.


App para Windows Phone: Fresh Paint.

Fresh Paint

Gratuito

Outro que fez a transição do Windows 8 para o Windows Phone, o Fresh Paint é um app de desenho bastante avançado, com vários pincéis que, ao serem arrastados pela tela, simulam a “textura” da tinta sobre o papel.

O Fresh Paint permite misturar cores e sobrepô-las na tela, como uma pintura real — e, em paralelo, existe um ventilador para “sopra” a tinta e impedir que ela se misture às demais. É possível começar os trabalhos com uma tela em branco, a partir de uma imagem ou com uma foto. O app responde muito bem aos toques, tem desfazer infinito e permite exportar ou compartilhar os trabalhos feitos nele facilmente.

Screenshots do Fresh Paint.


App para Windows Phone: Here Drive+.

HERE Drive+ e HERE Maps

Gratuito
Site oficial

Quem quer um smartphone rodando Windows Phone tem uma série de motivos para optar por um Nokia. Dois deles são esses apps, o HERE Drive+ e o HERE Maps. Eles condensam a expertise da Nokia em mapas com interfaces legais e recursos bacanas, especialmente a navegação curva a curva offline.

A cobertura no Brasil, pelo menos aqui no interior, é satisfatória. O HERE Drive+ é bem desenhado, com ícones grandes para facilitar seu uso como se fosse um aparelho GPS. Dá para salvar os mapas para uso offline e ele ainda conta com alguns recursos curiosos (e úteis), como o que te lembra onde o carro foi estacionado.

Já o HERE Maps é como se fosse o Google Maps, só que sem a parte de navegação curva a curva — a Nokia separa as duas funções em dois apps. Interface legal, com diversos pontos de interesse exibidos logo de cara e a função LiveSight, que usa realidade aumentada para mostrar, através da câmera do smartphone, a direção dos estabelecimentos próximos.

Screenshots do HERE Drive+.


App para Windows Phone: MixRadio.

MixRadio

Gratuito
Site oficial

Simples e direto, o MixRadio foi uma surpresa aos 45 do segundo tempo de 2013. Por ser gratuito, ele não dá muita liberdade ao usuário — você liga a rádio, vai informando que músicas curte e quais não fazem seu tipo e os algoritmos refinam a playlist. Porém a qualidade é bem boa, e por não cobrar nada é um negócio bem interessante.

O MixRadio permite salvar playlists em cache para ouvi-las offline e traz um punhado de playlists temáticas e com indicações de artistas. Dá também para criar canais com base em determinados cantores.

Com fones de ouvido, o MixRadio oferece equalizador e opções avançadas de áudio. Infelizmente o MixRadio+, versão paga mediante assinatura com uma série de vantagens, como playlists e pular músicas infinitos e exibição das letras das músicas, não está disponível no Brasil. De qualquer forma, o serviço básico é bem bom.

Screenshots do MixRadio.


App para Windows Phone: Nokia Camera.

Nokia Camera

Gratuito
Site oficial

A melhor câmera em um smartphone precisa de um app à altura. Pois bem, eis o Nokia Camera, antes conhecido como ProCam. Além do novo nome, o Nokia Camera ainda incorporou recursos do Smart Cam, um app que produz fotos divertidas, diferentes.

O grande barato desse app é o modo Profissional, que libera um punhado de controles manuais como velocidade de disparo, abertura do diafragma, ISO e foco. A interface, baseada em círculos, é fácil de manusear e leva as câmeras PureView ao limite — desde que você saiba o que está fazendo.

O Nokia Camera exige a atualização Amber e uma câmera PureView para funcionar. A Nokia está testando uma versão para o resto dos Lumias, mas ainda está em beta. Com a atualização Black, do Windows Phone, o app será capaz de tirar fotos RAW nos aparelhos PureView.

Screenshot do Nokia Camera.


App para Windows Phone: Simply Weather.

Simply Weather

Gratuito
Site oficial

Direto ao ponto, com uma interface minimalista e suporte aos recursos do Windows Phone (inserção na tela de bloqueio e bloco dinâmico), o Simply Weather é um app bem desenhado e muito bonito.

Arraste o dedo da borda de cima para baixo, e as poucas opções surgem. O mesmo gesto da esquerda para a direita revela a previsão do tempo para os próximos dias.

É um app simples, na mesma pegada do primeiro da Orange Tribes, o também bacana Sleeve Music.

Screenshots do Simply Weather.


A Microsoft também fez sua lista de melhores apps para Windows Phone do ano — meio fraca, com vários jogos. E, a exemplo do que rolou nas outras duas, os comentários são a extensão natural do post. Conhece algum app lançado em 2013 que não apareceu aí em cima? Conte para mim.

Os melhores apps para iPhone lançados em 2013

Depois de cinco anos apostando no esqueumorfismo, em 2013 a Apple mudou radicalmente o iOS. A última versão deixou de lado texturas e elementos do mundo real para apostar em um visual flat, plano, simples. E isso, claro, respingou nos apps. Nesta lista você confere os dez melhores apps para iPhone lançados em 2013.

É difícil encontrar algum app, pelo menos entre os mais populares, que ainda preserve a aparência antiga da era pré-iOS 7. Alguns foram atualizados sem ônus para o usuário, outros, aproveitaram a guinada visual para acrescentar recursos e cobrar novamente — o que na maioria dos casos não foi algo injusto, diga-se. Entre os novatos muita coisa boa apareceu, como é de praxe na plataforma móvel da Apple. Embora o Android tenha diminuído a desvantagem nesse setor, o iOS continua sendo o local preferido das surpresas em forma de apps.

A lista abaixo foi compilada com base em conversas no Twitter e no acompanhamento, durante o ano, dos principais apps lançados. Os dez apps estão em ordem alfabética.


App para iPhone: Any.do Cal.

Any.do Cal

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

O Any.do original, um app de lista de tarefas, apareceu primeiro no Android. Quando foi portado para o iOS, trouxe de carona um totalmente novo, o Any.do Cal.

O visual deste app é fantástico. Com muitas fotos, animações suaves e abordagens um tanto diferentes para uma agenda, ele joga novas cartas na mesa para uma categoria que, especialmente no iOS, clama por boas alternativas. De quebra, ainda conversa com o Any.do, puxando listas de tarefas para os eventos do dia.

Screenshots do Any.do Cal.


App para iPhone: DuckDuckGo.

DuckDuckGo

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

Em 2013 a privacidade online esteve muito em voga com as denúncias contra a NSA, utilização de dados dos usuários para fins nada nobres e outros escândalos do tipo. Muito antes disso o DuckDuckGo já oferecia uma experiência limpa, livre de usos comerciais questionáveis.

O app para iPhone traz alguns destaques na página inicial e a busca do DuckDuckGo no topo. Sem reutilizar seu histórico para direcionar publicidade, nem personalizar os resultados. O app ainda não foi atualizado para o visual do iOS 7, mas as funcionalidades estão todas ok. Para quem se encheu do Google ou quer algo diferente, é talvez a melhor alternativa.

Screenshots do DuckDuckGo.


App para iPhone: Duolingo.

Duolingo

Gratuito
Site oficial

Escolhido pela Apple o app do ano para iPhone, é fácil entender a decisão. O Duolingo ensina idiomas sem cobrar nada, com um método bem interessante de tradução colaborativa. No iPhone, o app conseguiu condensar as lições antes disponíveis apenas na web em uma interface fácil de entender e usar.

Dá para aprender espanhol, alemão, francês, italiano e português — nesses casos, tomando o inglês por idioma nativo/padrão. Falantes do português têm o inglês à disposição.

Com lições multimídia e um sistema de gamificação bem esperto, é melhor do que ficar jogando Angry Birds ou lendo a Caras na sala de espera do consultório, né?

Screenshots do Duolingo.


App para iPhone: IFTTT.

IFTTT

Gratuito
Site oficial

No curso de lógica matemática, uma das primeiras lições ensinadas é a dos conectivos lógicos. Entre eles, a condicional. “Se isso, então aquilo”, deve se lembrar qualquer estudante de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e afins. O IFTTT leva esse conectivo à Internet.

O app para iOS permite gerenciar e acrescentar novas receitas, da mesma forma que no site. Por estar em um smartphone, o IFTTT também usa recursos dele para automatizar algumas rotinas e facilitar a vida do usuário. Dá para, por exemplo, mandar as fotos tiradas com a câmera por email ou para algum serviço de armazenamento de arquivos na nuvem, receber um SMS todo dia de manhã com a previsão do tempo ou manter uma cópia da lista de contatos no Google Drive.

Screenshots do IFTTT.


App para iPhone: Mailbox.

Mailbox

Gratuito
Site oficial

Com uma lista de espera lotada por centenas de milhares de pessoas, o Mailbox foi lançado no começo do ano com uma proposta ousada: botar ordem no seu email — desde que ele esteja hospedado no Gmail.

A premissa do Mailbox é tirar da reta as mensagens que chegam. Ainda que você não a responda imediatamente, o gesto de adiá-la a remove da sua frente e ajuda a manter a bagunça em ordem. É uma abordagem meio lista de tarefas para o email que para muita gente funciona.

O app é gratuito e há alguns meses foi comprado pelo Dropbox. Desde então, ao baixá-lo o usuário ganha 1 GB de espaço neste serviço.


App para iPhone: Mailbox.

Quip

Gratuito
Site oficial

O Quip é um editor de textos moderno. Sem o legado de décadas de outros editores estabelecidos, como o Word da Microsoft, ele foca no que importa: sincronia em tempo real com a nuvem, colaboração dentro do app (edição, comentários e bate-papo integrados em uma linha do tempo) e recursos fáceis de serem usados. A página principal funciona como uma espécie de caixa de entrada, destacando documentos que foram modificados desde a sua última visita.

O app funciona também no iPad e na versão web. Ele é vinculado a uma conta Google e traz de lá os contatos — dá para chamá-los para colaborar em um texto. A interface é baseada em gestos e o teclado, no modo editor, ganha uma linha extra com alguns comandos, incluindo uns de inserção que permitem referenciar pessoas ou documentos, além de acrescentar imagens e tabelas.

Não dá para dizer que o Quip é a evolução do Word — há algumas limitações severas, como a impossibilidade de alterar a fonte –, mas ele tem boas ideias e uma execução muito bacana.

Screenshots do Quip.


App para iPhone: VSCO CAM.

VSCO Cam

Freemium (filtros via in-app purchase)
Site oficial
Disponível também para Android

Mais um app de fotos com filtros, sim, mas filtros legais, tão inspiradores que conseguiram criar uma micro-comunidade dentro do Instagram.

O VSCO Cam tem uma interface minimalista e elegante. Ele oferece muitos filtros, vários gratuitos, alguns pagos — e são esses que mantêm o app, que não custa nada para ser baixado e não exibe anúncios. O Grid é a página, igualmente elegante, onde as fotos dos usuários são publicadas. É opcional e dá para compartilhar as fotos em várias redes sociais independentemente de usá-la ou não.


App para iPhone: Tweetbot 3.

Tweetbot 3

US$ 2,99
Site oficial

O novo Tweetbot é tão bom que, tivesse outro nome, passaria fácil por um app novo. O melhor cliente de Twitter foi adaptado ao iOS 7 e, com um punhado de gestos e soluções interessantes de interface, é quase obrigatório para quem usa o Twitter no iPhone.

Não que seja difícil bater o cliente oficial — especialmente a estranha última versão. Mas além disso, o Tweetbot 3 excede o que se esperaria de um app do tipo. Ele é bem pensado, tudo faz sentido e não é raro tentar um gesto qualquer, do nada, e ele funcionar. Seria legal se o Twitter mesmo direcionasse sua experiência da forma com que a Tapbots direciona com o Tweetbot.

Screenshots do Tweetbot 3.


App para iPhone: Vine.

Vine

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android e Windows Phone

O Vine, comprado e relançado pelo Twitter, é um app de compartilhamento de vídeo com uma limitação marcante — como os 140 caracteres da empresa-mãe. No seu caso, esse limite é temporal: cada vídeo pode ter no máximo seis segundos. Pode-se filmar trechos à parte e como eles são exibidos em loop infinito, os usuários mais criativos conseguem fazer coisas bem interessantes. Se o Instagram tem vídeos hoje, é por culpa do Vine.

O app tem uma interface simples de entender e é bem direto. Ele conta com a dinâmica de seguir e ser seguido, além de canais temáticos e algum conteúdo selecionado por editores do serviço. Existem diversas páginas no Facebook dedicadas a mostrar os melhores trabalhos feitos no Vine e como tecnicamente ele é bem limitado, o que separa você dos melhores vídeos é só a criatividade.

Screenshots do Vine.


App para iPhone: Yahoo Weather.

Yahoo Tempo

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

Ninguém esperava do Yahoo um app tão bonito e bem feito. Puxando fotos do Flickr (uma das suas propriedades) e combinando-as com uma bela interface, o Yahoo Tempo é um exemplo de design no iOS.

Além da previsão do tempo, o Yahoo Tempo oferece um radar interativo, informações de satélite, sensação térmica e velocidade do vento. A navegação se dá por gestos — dá para manter a previsão de várias cidades, alternando entre elas horizontalmente.

Screenshots do Yahoo Weather.


Na App Store você encontra a lista de apps do ano da Apple. Tem muita coisa legal lá e tenho certeza que fora dessas duas, da Apple e da do Manual do Usuário, ainda sobram alguns apps muito bons lançados em 2013. Conhece algum? Deixe a dica aí nos comentários.

Ambiente Digital dos Pequenos Negócios é uma grande iniciativa para empresários gaúchos

Informação é poder, diz o velho chavão. É uma frase batida, quase clichê, mas que traz nela uma grande verdade. Ter os dados certos e saber processá-los é uma vantagem. Em tempos de big data em todo lugar, o maior desafio é como “traduzir” esses dados em informações aproveitáveis.

No sul, empresários, políticos e estudantes gaúchos têm uma ferramenta gratuita do SEBRAE que condensa diversas informações em uma interface agradável e fácil de usar, o Ambiente Digital dos Pequenos Negócios. Hoje, a plataforma ganhou uma grande atualização.

Cobertura estadual do Ambiente Digital dos Pequenos Negócios.

Ambiente Digital dos Pequenos Negócios

Usando o Google Maps, o SEBRAE do Rio Grande do Sul recheou o mapa do Estado com informações diversas e oficiais, obtidas de fontes como Receita Federal, IBGE, Ministérios do Planejamento e do Trabalho e Emprego, Fundação de Economia e Estatística, PNUD e do próprio SEBRAE.

O Ambiente Digital traz, à esquerda, menus com diversos indicadores e do outro lado da tela um filtro por cidades e regiões do SEBRAE-RS. Escolha uma cidade, depois um indicador (ou vice-versa, não importa a ordem), e uma caixa suspensa surge no mapa. Clique no botão Detalhes, e surge uma lista no rodapé da página com todos os dados.

O Ambiente Digital dos Pequenos Negócios dá detalhes de cada cidade.

Cruzando essas informações, o usuário consegue saber o que importa no local que lhe interessa. É o tipo de poder útil e que está ao alcance de qualquer um — não é preciso fazer cadastro, e o serviço é totalmente gratuito. Imagine, por exemplo, um dono de restaurante interessado em abrir uma filial em determinada cidade. Com o CEP, ele consegue saber quais empresas do setor de alimentação atuam em uma rua específica. Isso se estende a outros segmentos comerciais: a ferramenta é precisa e completa.

Como o Ambiente Digital pode ajudá-lo

O suculento banquete de informações pode impactar positivamente tanto a esfera pública quanto na iniciativa privada. Embora tenha ênfase nos pequenos empreendedores, o público-alvo do SEBRAE para seu Ambiente Digital é mais amplo. Estudantes, legisladores e prefeitos também podem se beneficiar um bocado do que ele oferece.

Prefeitos, vereadores e deputados podem ajustar planejamentos baseados na comparação direta com outras cidades de mesmo porte. Dá para colocar lado a lado informações de cidades vizinhas, dar um zoom e observar no que elas se diferenciam. A partir daqui, fica mais fácil entender o porquê dessas distinções.

De questões básicas como quantidade de habitantes por cidade a dados mais complexos, como o PIB per capita, há dados suficientes para auxiliar na proposta de leis — e a população pode, na mesma medida, usar o Ambiente Digital para questionar propostas em sentido contrário. A abertura e o acesso universal, inclusive em dispositivos móveis, amplia esse uso bilateral da ferramenta.

Versão móvel.

Para estudantes e professores, ter acesso a informações atualizadas é algo muito bacana para enriquecer aulas de geografia política e história regional. Com o auxílio de outras fontes, os números fornecidos pelo Ambiente Digital do SEBRAE pode levar à compreensão das desigualdades que afetam o Rio Grande do Sul, o fluxo de desenvolvimento das cidades e indicadores importantes em vários contextos, como PIB, PIB per capita e IDH.

Para empresários, o Ambiente Digital é parada obrigatória. Ele indica a densidade de empresas por habitantes em cada cidade, a atuação do SEBRAE nelas, o número de empregados em cada setor, a taxa de sobrevivência e por aí vai. Informações preciosas para o planejamento de empresas que ainda vão nascer e para as que pretendem expandir.

Pesquisa por CEP no Ambiente Digital dos Pequenos Negócios do SEBRAE-RS.

Um empresário que queira formar uma cooperativa pode pesquisar áreas e cidades que concentram mais empresas do seu ramo de atuação. Por outro lado, alguém querendo investir em um novo negócio consegue, sem esforço, detectar os locais que concentram mais empresas similares, evitando-a ou alterando a estratégia para entrar forte na concorrência. Sabe aquelas massinhas de modelar que todo mundo brincou quando criança? Esse sistema é a versão adulta: a matéria-prima está ali, o que dá para fazer com ela só depende da sua imaginação.

Nunca se teve tanta transparência em números públicos. Em contrapartida, nunca foi tão difícil dar cabo de tanta informação. O que o Ambiente Digital dos Pequenos Negócios traz é algo já comum lá fora, onde governos e a iniciativa privada compartilham dados publicamente visando o desenvolvimento. São ferramentas para organizar o caos de dados, descentralizar o conhecimento e gerar conteúdo que faz a diferença na prática. Portanto, use-as.

Os melhores apps para Android lançados em 2013

Com milhões de apps disponíveis no Google Play e algumas dezenas saindo toda semana, a curadoria desse material é difícil. Mas é importante separar o joio do trigo e, por isso, sites especializados destacam os mais promissores (ou com as melhores assessorias). Às vezes a qualidade ou apelo de um faz ele se espalhar naturalmente entre os usuários, fazendo o caminho contrário deles até a mídia.

Mesmo com esses filtros, terminamos com um punhado de apps. Pensando nisso surgiu a ideia de compilar três listas com os dez melhores apps lançados em 2013 para cada plataforma.

Eles foram escolhidos com a ajuda de quem me segue no Twitter e o acompanhamento, no decorrer do ano, dos apps mais comentados e elogiados. Abaixo, você tem os dez melhores apps para Android lançados em 2013 — não vale atualização, são apenas apps novos. Amanhã sai a do iOS e depois de amanhã, a do Windows Phone.

Ah, e só para esclarecer: o Top 10 abaixo está listado em ordem alfabética. Há apps muito distintos de modo que seria bastante improvável colocar um acima de outro sem incorrer em injustiças.


App para Android: 1 Second Everyday.

1 Second Everyday

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone

Se fosse possível unir a experiência de ter um diário com o poder visual dos vídeos, qual seria o resultado? Certamente algo parecido com o 1 Second Everyday.

O app idealizado por Cesar Kuriyama é tão simples quanto seu nome sugere. Filme um trechinho de vídeo por dia, separe um segundo dele e, ao fim de um período, você terá um vídeo que é um catalisador de lembranças.

Dá para manter vários diários (ou semanários, ou qualquer outro intervalo; você decide) simultaneamente e há sincronia com a nuvem, para que um furto ou perda do smartphone não acabe com o projeto. Escrevi em novembro um post mais aprofundado sobre o 1 Second Everyday e já fiz o meu primeiro vídeo, esse abaixo.


App para Android: Aviate.

Aviate

Gratuito (em beta, apenas para convidados)
Site oficial

Um dos diferenciais do Android é o suporte a launchers: apps que modificam profundamente a interface do sistema. Apesar do potencial, a maioria se preocupa em acrescentar camadas extras de complexidade ou, quando flertam com o simples, reduzem a ideia a modificar o visual.

O Aviate é, junto ao Facebook Home, um dos primeiros launchers feitos para pessoas comuns. A abordagem é similar à do Google Now, ou seja, contextual, mas em vez de focar no usuário, o Aviate atua no próprio smartphone. Como? Modificando a tela inicial do Android de acordo com a hora do dia, a geolocalização e os traslados do usuário.

Basicamente, o Aviate busca oferecer ao usuário os apps e recursos que ele usará antes mesmo que o smartphone seja liberado. O launcher tenta organizar tudo automaticamente, mas dá bastante espaço para intervenções do usuário — o que acaba ajudando ele a refinar seus algoritmos de automação.


App para Android: Expense Manager.

Expense Manager

Freemium (~R$ 6,20 para liberar tudo)
Site oficial

A grande vantagem do celular ante outros dispositivos digitais conectados à Internet é estar sempre por perto. Essa vantagem é bem explorada pelos desenvolvedores, um deles o austríaco Markus Hintersteiner, desenvolvedor do Expense Manager.

Este app serve para controlar seus gastos. Tem uma interface bonita, fácil de usar e adaptada a tablets. É gratuito, mas libera alguns recursos mediante pagamento — um modelo freemium interessante e livre de anúncios.

O Expense Manager permite dividir as despesas por categoria, definir um limite de gastos e visualizar padrões de consumo e outras informações que ajudam a encontrar aqueles “vazamentos” na fatura, aqueles trocados que, somados, causam um belo rombo no orçamento.

Screenshots do app Expense Manager.


App para Android: Eye in Sky.

Eye In Sky

Freemium (~R$ 4,80 para remover anúncios)
Site oficial

Apps de previsão do tempo são os novos clientes de Twitter: a categoria onde desenvolvedores brilham com novas ideias e boas práticas.

O Eye In Sky é um dos mais bacanas. Ele puxa dados do CustomWeather e os apresenta em três colunas: diária, das próximas 48 horas e dos próximos 15 dias. A interface é bonita e livre de invencionices. Ou quase isso: o app traz 14 conjuntos de ícones, todos muito bonitos, para indicar visualmente as condições climáticas. Insatisfeito com eles? Dá para instalar seus próprios ícones.

No pacote ainda vêm quatro widgets, compatibilidade com tablets e extensão para o DashClock. O Eye in Sky é gratuito e, nesse estado, exibe anúncios. A chave que os remove custa cerca de R$ 4,80.

Screenshots do Eye in Sky.


App para Android: Google Keep.

Google Keep

Gratuito
Site oficial

O Google dá o exemplo e faz alguns dos apps mais legais do Android. O Keep apareceu em 2013 e ganhou adeptos pela simplicidade e velocidade absurda com que é executado.

Notas, listas de tarefas, fotos e áudio são os formatos com que o Keep trabalha. Dá para misturá-los em uma única nota, usar cores para diferenciá-las e definir lembretes contextuais, baseados na geolocalização ou em horários.

Existe ainda uma versão web que, como tudo do Google, sincroniza em tempo real com o app móvel — este adaptado para tablets. Não dá para compartilhar notas com outros usuários de dentro do próprio Keep e ele não é multiplataforma, mas são ausências que empalidecem perto da qualidade do app.

Screenshots do Google Keep.


App para Android: Moves.

Moves

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone

Questionamentos ao Quantified Self começaram a ser feitos. Enquanto a gente não chega a um acordo sobre o que e quanto é legal coletar de informações sobre nós mesmos, o Moves segue por aí.

A grande sacada desse app é colocar no smartphone recursos que, antes, apenas equipamentos dedicados ofereciam — as pulseiras de Nike, Fitbit e Jawbone. A precisão talvez não seja das melhores ainda, mas o surgimento de chips dedicados para monitorar nossos passos, como o M7 do iPhone 5s e o núcleo de computação contextual do Moto X, podem virar o jogo num futuro muito próximo.

O Moves é simples. Instale o app, dê nomes a alguns lugares principais que você frequenta e esqueça que ele está ali. Rodando constantemente em segundo pano, ele registra seus caminhos e fornece aquelas estatísticas bacanas de passos dados em um dia e plota tudo isso em mapas.

Screenshots do Moves.


App para Android: Nights Keeper.

Nights Keeper

Gratuito (com limitações) ou US$ 1,99
Site oficial

Sabe o Não Perturbe do iOS e o Assist do Moto X? O Nights Keeper é o equivalente para o resto de nós. E com recursos extras valiosos.

Em essência, o que este app faz é emudecer o smartphone em intervalos pré-definidos pelo usuário. Embora nome, ícone e outros detalhes façam referência ao período de repouso, nada impede que você defina regras para outros momentos — a aula, por exemplo. Dá para criar várias regras a seu critério.

O Nights Keeper é bem munido de opções. As tradicionais, como lista branca de contatos, liberação após várias tentativas de ligação de um mesmo número e envio de SMS para ligações ignoradas estão lá.

Mas ele vai além. Dá para abrir exceção para mensagens de texto e desabilitar/habilitar recursos do sistema durante o repouso. Para quem usa a conexão pré-paga por dia, é uma boa desligar a rede de dados na hora de dormir — assim você não gasta desnecessariamente aqueles centavos dos seus créditos. Esses recursos estão disponíveis na versão Pro que custa cerca de R$ 4,60 via in-app purchase.

Screenshots do Nights Keeper.


App para Android: Press.

Press

~R$ 7,00
Site oficial

O Google Reader bateu as botas e continuamos todos vivos — com a bênção do Feedly. O Press conversa com esse e outros três provedores de RSS: Feed Wrangler, Feedbin e Fever. E faz seu serviço em uma bela interface, cheia de gestos e muito bom gosto.

O Press surgiu confiando no backend do Google Reader. Pouco tempo depois, o fim desse foi anunciado. A transição para os novos serviços foi tranquila e é de se notar o quanto o app evoluiu em tão pouco tempo. Às custas de muita experimentação e uma ou outra pisada de bola em algumas versões, o Press se transformou em um app muito agradável.

Dá para passear pela interface do Press usando apenas gestos. Quem preferir botões também está bem servido: eles estão por toda parte, colocados nos locais onde seriam esperados. As configurações são bem pensadas, embora coisas como limite de cache e intervalo de itens salvos devessem ser automáticas. Felizmente as configurações padrões são decentes.

Para fechar, o jogo de cores é sóbrio e há seis opções de fontes para escolher, além de ser possível aumentar e diminuir o tamanho dela.


App para Android: Simplenote.

Simplenote

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone

A Simperium foi comprada pela Automattic (a empresa por trás do WordPress) há alguns meses. A primeira ação dos novos proprietários foi lançar o então inédito Simplenote para Android. O app, que existia no iOS há tempos, finalmente chegou à plataforma do Google.

Rápido e bonito, o grande trunfo do Simplenote é o mecanismo de sincronia e o ecossistema de apps compatíveis com ele. É possível organizar as notas por tags ou confiar na precisa busca embutida.

Não existe qualquer tipo de formatação; nesse aspecto, o Simplenote se equipara ao Bloco de Notas. E desse primo distante para Windows vem, também, algumas das suas melhores características, como a confiabilidade e a rapidez para abrir e receber pensamentos, ideias e anotações.

Screenshots do Simplenote.


App para Android: Timely.

Timely

Freemium (~R$ 7,80 para liberar tudo)
Site oficial

O Android ganhou na versão 4.2 um app de Relógio completo, com despertador, timer e contador regressivo. Ele é suficiente para a maioria, mas há bons motivos para instalar o Timely, belo app da Bitspin.

Logo de cara, a interface chama muito a atenção. Colorida e cheia de efeitos sutis, até a transição dos números dos relógios é diferentona — e muito bonita. Ele vem com timer, contador regressivo e alarmes. Dá para programar vários, escolher toques feitos especialmente para o app e até desafios na hora de desativá-lo, uma medida para evitar adiar o alarme sucessivas vezes até perder a hora.

O Timely se adapta a tablets e, o mais legal, sincroniza seus alarmes na nuvem. Isso significa que ao trocar de smartphone, tudo continua igual. (Para quem tem uma rotatividade grande de aparelhos, como editores de sites de tecnologia, é uma mão na roda.) O app é freemium. Para liberar alguns toques, desafios e outros aspectos circunstanciais, é preciso fazer uma compra dentro dele de cerca de R$ 7,80.

Screenshots do Timely.


A lista, claro, não é exaustiva. Muitos bons apps ficaram de fora. Lembrou de algum? Encare os comentários deste post como a continuação dele.

[Review] Moto X, o surpreendente smartphone pé no chão da Motorola

Em agosto de 2011 o Google anunciou a compra da Motorola Mobility, a parte da empresa responsável pelo que a tornou conhecida: celulares. O valor da aquisição foi de US$ 12,5 bilhões e o primeiro fruto dela levou dois anos para ser revelado. É o preço (e o tempo) de uma guinada na forma de se fazer smartphones, de se voltar às pranchetas, corrigir os erros e ressurgir com um aparelho no mínimo diferente.

O Moto X não é o smartphone mais poderoso do mundo, nem o mais caro, ou o mais bonito. Ele é equilibrado, provavelmente o mais razoável — características especialmente importantes no universo Android, insanamente obcecado por números enormes que na prática nem sempre se traduzem em uma experiência à altura.

Fazendo o arroz com feijão certinho e com alguns ingredientes secretos que dão sabor ao tempero, a Motorola descobriu a receita de como fazer um Android que agrada entusiastas e pessoas comuns. Como Joseph Volpe escreveu no review do Engadget, o Moto X é o iPhone do universo Android — na melhor acepção da comparação:

“O Moto X não tem aquela aura tecnológica como o Galaxy S 4 ou o HTC One porque ele é a soma das médias. Eis como eu o vejo: sabe aquelas pessoas que têm iPhones mas não sabem qual modelo e se referem a todos os celulares Android como Droids? Este smartphone é para elas.”

Vídeo

Menos robô, mais humano

Simples e competente.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Comparando o Moto X com outros smartphones, é difícil acreditar que ele tenha uma tela de 4,7 polegadas. Mas ele tem, sim, e o segredo para parecer menor está em… bem, em ser menor. A utilização de botões virtuais, como nos smartphones da linha Nexus, mais o encurtamento extremo das bordas frontais fazem com que ele seja pouca coisa maior que um iPhone.

O tamanho compacto ajuda na ergonomia e, nessa área, sobram elogios. O Moto X é, como bem definiu Daniel Junqueira no Gizmodo Brasil, o mais humanos dos Androids. Ainda que essa definição se deva em grande parte ao software (chegaremos lá), o design também conta colabora com alguns pontos de humanidade.

O Moto X se encaixa na mão. A parte de trás tem uma curvatura confortável, as bordas, embora anguladas, não incomodam e o material é agradável ao toque. Em todo o corpo existe apenas uma referência à Motorola, um vão nas costas com o “M” característico da empresa. Além de contribuir para um visual mais limpo, essa inscrição tem uma utilidade: naquele espaço repousa o dedo indicador. Um toque sutil de ergonomia que ao usuário transmite algo como “viu só como pensamos em tudo?”

A filosofia do Moto X se distancia muito da da antiga Motorola, aquela do RAZR e Droid/Milestone cheios de referências a robôs e uma linguagem visual agressiva, absortos na catastrófica skin Motoblur. Dos materiais usados ao tratamento dado ao Android, as duas se parecem muito pouco e o Moto X reflete tudo isso.

Quem precisa de especificações de ponta? Não o Moto X

O Moto X tem o tamanho certo.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Smartphones Android contemporâneos ao Moto X saíram de fábrica equipados com o SoC quad-core Snapdragon 800. A Motorola diz que seu aparelho vem com o Sistema de Computação Móvel X8 composto por oito núcleos, dentre eles os do Snapdragon S4 Pro.

São oito núcleos de fato, mas a terminologia parece confusa quando contraposta à padrão usada por outras fabricantes. Os oitos núcleos são dois do processador, um Krait 300 de 1,7 GHz; quatro da GPU Adreno 320; e dois exclusivos para ajudar nos recursos humanos do Moto X, os de computação contextual e linguagem natural.

Confusão à parte, nada disso importa muito na prática. Dual core, quad core, dois ou cinquenta núcleos, o que interessa, como sempre digo por aqui, é a experiência. E nisso o Moto X não deve nada a ninguém.

É impressionante o que a Motorola alcançou com o Moto X. O sistema é responsivo, não deixa o usuário esperando, não trava, não engasga. Smartphones topo de linha de outras fabricantes recebem queixas de problemas do tipo de alguns usuários — e suspeito que as interferências feitas no Android sejam as culpadas. Com o sistema limpo e bem otimizado, o Android desliza pela tela do Moto X.

Tela que para mim é a única parte do hardware conciso do Moto X que dá uma derrapada. Não que eu quisesse um painel Full HD — ela tem 720p de resolução e é suficiente para seu tamanho físico, de 4,7 polegadas, números dos quais se extrai uma densidade de 312 pixels por polegada. É a tecnologia usada, AMOLED, que não me agrada. A tela é super saturada, com imagens vívidas. Demais, até. Quando surge alguma coisa vermelha ou laranja é como se ela estivesse em chamas.

A saturação exagerada da tela é um ponto fraco do Moto X.
À esquerda, a ótima tela do Nexus 4. À esquerda, a do Moto X, excessivamente saturada. Foto: Rodrigo Ghedin.

Há quem goste de telas saturadas e no caso do Moto X existe uma justificativa racional para seu uso: as notificações ativas. Uma das vantagens do AMOLED é que o preto é mais profundo porque dispensa o uso de energia — em vez de iluminar os pixels para mostrar essa cor, a tela simplesmente não os acendem. Dessa forma dá para mostrar as notificações ativas ligando apenas uns poucos pixels, o que não compromete a autonomia do smartphone. (Tela é um dos componentes mais gastões de energia.)

É uma troca válida. As notificações ativas, como explico mais abaixo, são um recurso excepcional, daquelas coisinhas que no dia a dia fazem uma diferença enorme. Eu entendo a opção feita, mas ainda assim me incomoda um bocado a saturação.

Câmera ClearPixel

Câmera do Moto X: software legal, porém limitado.
Foto: Rodrigo Ghedin.

É bom deixa claro desde já que a câmera ClearPixel do Moto X não é nada de outro mundo. Ela é competente dentro do que se esperaria de um topo de linha, mas não se excede como uma PureView da Nokia, ou mesmo as câmeras dos últimos iPhones.

O batismo da câmera se deve a uma tecnologia que, segundo a Motorola, permite a passagem de mais luz na hora de tirar fotos. Câmeras comuns possuem um filtro RGB que, com a passagem da luz, a absorvem de diferentes modos compondo a imagem final. No Moto X existe um filtro RGBC — e esse “C” é de Clear, como se fosse uma via exclusiva para que mais luz passe pela lente. Isso, somado a pixels maiores, de 1,4 µm, em tese deveria melhorar o desempenho da câmera em situações de pouca luz.

No papel a ideia é boa: com baixa luminosidade, o filtro RGB tem dificuldades em absorver luz. O RGBC deveria, em tese, amenizar essa deficiência e entregar fotos melhores em situações difíceis. Ele até consegue, mas seus resultados passam vergonha perto de outras câmeras que, com abordagens diferentes, acabam lidando melhor com o pepino que é fotos noturnas.

Fiz um rápido comparativo com o que tenho à mão aqui: um Lumia 920 e um iPhone 5. Ambos se saíram bem melhores que o Moto X. Confira no detalhe:

A câmera ClearPixel do Moto X deixa a desejar com pouca luz.
Comparativo de câmeras em situação de pouca luminosidade. (Clique para ampliar.) Fotos: Rodrigo Ghedin.

Não é como se fosse uma câmera horrível. Dá para fazer fotos muito legais com a do Moto X, ainda que algumas coisas, especialmente o alcance dinâmico, sejam difíceis de domar. Quando é exigida nessa condição, geralmente o resultado é oito ou oitenta: ou a foto sai escura, ou estourada. É o preço que se paga pela simplicidade.

Veja o exemplo abaixo:

Ou a foto sai escura, ou sai estourada. E o HDR nem deu sinal de vida.
Fotos: Rodrigo Ghedin.

Existe a opção de fazer fotos com HDR e ela vem no automático por padrão. Só que o software é meio imprevisível. O cenário acima grita pelo seu uso, mas ainda assim o Moto X não o ativou. Em situações menos extremas, em que o HDR teve menos impacto na foto final, ele… funcionou estando em automático. Felizmente a simplificação da interface da câmera não eliminou a ativação manual do HDR. Use-a.

Por falar em software, a Motorola jogou fora o app padrão de câmera do Android e fez um muito agradável. Simples de tudo, ele reduz a interface a dois botões (alternar entre as câmeras e gravar vídeo) e transforma o viewfinder inteiro em disparador, da mesma forma que é no Windows Phone.

As opções ficam em um disco oculto na margem esquerda. Arraste o dedo de fora para dentro da tela, e ele aparece. Não se anime muito, porém, já que elas são poucas.

Uma das mais importantes é o controle de foco e exposição que mudou drasticamente com a atualização para o Android 4.4. Antes, um toque na tela fazia os ajustes necessários e já disparava a foto, em uma tacada só. Agora, com essa opção ativa, um disco aparece na tela e pode ser arrastado para a área em destaque. Depois, com outro toque, a foto é feita. O que se ganha em controle perde-se em agilidade, com o complicador extra de ser mais complexo entender o lance do círculo. E ainda dizem que minimalismo é sinônimo de simplicidade…

Outra legal, ou quase isso, é a de vídeos em câmera lenta. Não é como no iPhone 5s: ainda que a resolução seja a mesma (720p), no Moto X o vídeo rola a 15 quadros por segundo. Na prática quer dizer ele é meio truncado e bem menos divertido.

Algumas fotos feitas com o Moto X:

Vídeos de exemplo constam no review em vídeo, acima.

Recursos inteligentes que a gente usa de verdade

Aqueles núcleos extras de computação contextual e linguagem natural servem para o Moto X desempenhar seus truques sem que a bateria seja drenada por eles. Bateria, aliás, que dura tranquilamente um dia longe da tomada com atividades normais, alternando entre Wi-Fi e 4G, como é de praxe em smartphones modernos.

O Moto X está sempre de ouvidos atentos, preparado para receber seus comandos. Ele sabe quando você o pega na mão e se apronta para informá-lo antes mesmo qualquer botão seja pressionado ou a tela, tocada. O acesso à câmera é feito por um gesto simples.

Não são como os recursos “espertos” da Samsung que fazem uma ponta na apresentação ao público do novo Galaxy e depois caem no ostracismos quando chegam às mãos do consumidor. Na prática, esses vários atalhos que a Motorola incluiu no Moto X são, além de muito legais, veja só… úteis!

Um dos recursos mais legais do Moto X.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Será difícil, por exemplo, voltar pegar meu smartphone do dia a dia e não dar de cara com o relógio e os ícones de notificações na tela de bloqueio quando tirá-lo do bolso. As notificações ativas fazem isso no Moto X: ao pegá-lo, a tela acende revelando o relógio e notificações pendentes. Toque no círculo para ter mais detalhes delas Arraste a última (círculo maior) para cima, e o app correspondente abrirá. O movimento para baixo desbloqueia o celular.

Isso funciona de uma maneira tão boa que o uso do botão físico de desbloqueio da tela é reduzido à metade. Não precisa dele: o Moto X sempre exibe a notificação ativa quando é necessário e dali leva ao desbloqueio. É assombroso e, como explicado acima, a tecnologia AMOLED da tela evita o desperdício de energia.

Não menos impressionante é o Google Now acessível por voz. Diga “Ok Google Now” e o Moto X se desbloqueia e se ajeita para ouvir a ordem do seu dono. Com as recentes adições ao portfólio de comandos aceitos em português, ele ficou bem mais útil — desde então só programo alarmes falando com o celular. A interpretação ainda falha (ele teima em entender o meu “sete” falado como “ct” e já desisti de “manual”, que sempre aparece como “manoal”), mas o índice de acertos pende para o lado positivo.

Por fim, o gesto para abrir a câmera. A melhor forma de descrevê-lo é como se você estivesse girando uma maçaneta duas vezes. A Motorola diz que é mais rápido do que desbloquear o celular e abrir o app da câmera, mas convenhamos: esses milissegundos fazem tanta diferença? Mas o que começa como curiosidade, com o tempo passa a ser natural. Dos recursos humanos do Moto X, o gesto de abrir a câmera é o mais difícil de aprender. Ultrapassada essa curva, ele se integra à rotina. Vale o esforço.

Android puro com pequenas adições

Moto X e sua caixa.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Rolou uma pequena decepção com o fato de o Moto X sair de fábrica com o Android 4.2.2 — na época, a versão 4.3 já estava disponível.

Ter a última versão do Android é, também, uma exigência um tanto geek. Ainda mais em minor releases, como foi a 4.3, a absência da última não é algo que faça o usuário comum cortar os pulsos. Grandes saltos, como foi do Android 2.3 para o 4.0, sim; mas não era o caso. E se fosse, tudo bem: o Moto X brasileiro já recebeu o Android 4.4, a última versão do sistema.

Independentemente da versão, o que mais chama a atenção aqui é a pureza do Android. A Motorola preservou a maior parte do sistema da forma como concebida pela empresa-mãe. É o certo a se fazer: ainda há de surgir modificação que supere o Android original. Se consideramos as mexidas tímidas da Motorola como uma, talvez seja ela essa precursora.

Em vez de modificar, a Motorola acrescentou recursos em cima do Android. Estendeu o Google Now para ser ativado por voz e incluiu uma série de apps sob demanda, cada um útil à sua maneira.

Algumas telas do Android puro do Moto X.

Desses, destaco o Assist, uma evolução do ótimo SmartActions. A diferença entre o eles é que o primeiro é mais restrito e automático. Em vez de dar a liberdade (e o trabalho) ao usuário de criar regras e condições, o Assist vem com três pré-definidas: dirigindo, reunião e dormindo. Elas são contextuais e se utilizam de diversos parâmetros, dos sensores do smartphone aos eventos da agenda, para entrar em ação. E, correndo o risco de me tornar repetitivo, o app simplesmente funciona.

Outros apps exclusivos são um assistente de migração de dados, uma coletânea de apps nacionais (exigência legislativa para que o Moto X se beneficie de isenções fiscais), um canal de comunicação direta com o suporte (Moto Care) e o Motorola Connect, que faz a ponte entre Moto X e Chrome para o recebimento de notificações e a troca de mensagens de texto pelo computador.

E pensar que dessa mesma Motorola, ainda independente e nos primórdios do Android, saiu a aberração do Motoblur, talvez a pior mexida que o Android já sofreu em toda a sua existência. O mundo dá voltas.

O smartphone a ser batido

As costas arredondadas do Moto X.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Não são muitos os donos de iPhone que sabem qual a velocidade do SoC ou quantos mega bytes de RAM o aparelho possui. Isso nunca importou muito porque, na redoma da Apple, a promessa é simples e direita (e, importante, cumprida): compre um iPhone e ele funcionará direito.

As fabricantes que adotam o Android adotam uma estratégia diferente. Gostam de mostrar números enormes, apresentam benchmarks sintéticos, adotam tecnologias experimentais. Não é como se não houvesse zelo, mas parece que na ânsia por superar as concorrentes, elas se esquecem de olhar para quem importa no fim das contas: o usuário.

O Moto X foge à regra. É um smartphone competente e isso é tudo que você precisa saber se quiser comprar um — e o recomendo irrestritamente a qualquer pessoa que queira um smartphone bom, ponto. E pelo que o varejo cobra por ele, com promoções recorrentes a R$ 1.000, é difícil justificar a compra de outro Android high-end que não esse.

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